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Kiev e Moscovo trocam acusações sobre violação da trégua de Páscoa

Ucrânia e Rússia acusam-se mutuamente de violações na trégua de Páscoa, com cerca de duas mil infrações registadas, quarto cessar-fogo desde 2022

Cessar-fogo tinha sido decretado por ocasião da Páscoa ortodoxa, que se celebra esta semana
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Kiev e Moscovo disputam violações do cessar-fogo da Páscoa ortodoxa, que entra em vigor neste fim de semana. Este é o quarto cessar-fogo temporário desde o início da invasão em 2022, aplicado na linha da frente ucraniana com mais de 1200 km.

O Exército ucraniano acusa as forças russas de ter violado o acordo até às 7h, de domingo, com 2299 infrações registadas. O relatório cita 28 ataques, 479 bombardeamentos, 747 drones de ataque e 1045 drones FPV.

Do lado russo, o Ministério da Defesa diz ter ocorrido 1971 violações entre as 16h de sábado e as 8h de domingo, segundo a agência TASS. Kiev é apontada como responsável por lançamentos de 1329 drones de vigilância e ataques com mísseis, artilharia e tanques.

O que motivou o cessar-fogo

Putin anunciou um cessar-fogo de 32 horas para o fim de semana da Páscoa, pedindo suspensão das hostilidades até ao fim de domingo.

Zelensky, por seu turno, assegurou que o cessar-fogo seria respeitado, descrevendo-o como oportunidade de avanços para a paz, e advertiu que as forças ucranianas responderiam a violações.

Trocas de prisioneiros

No mesmo fim de semana, foi anunciada a troca de 350 prisioneiros de guerra, 175 de cada lado, mediada pelos Emirados Árabes Unidos, segundo os relatos das partes envolvidas. O acordo ocorreu paralelamente às tentativas de cessar-fogo.

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