O Exército de Israel está a demolir aldeias inteiras no sul do Líbano, no âmbito da ofensiva contra o Hezbollah. As ações envolvem o uso de explosivos para provocar detonações em larga escala, segundo relatos de meios libaneses e confirmação do jornal The Guardian, com imagens fornecidas pelas Forças de Defesa de Israel.
Pelo menos seis pessoas terão morrido num ataque israelita à cidade de Maaroub, de acordo com as informações divulgadas. Localidades como Taybeh, Naqoura e Deir Seryan aparecem entre as áreas quase erodidas pelas demolições.
Analistas apontam que o objetivo pode ser tornar as zonas fronteiriças inabitáveis, após o mínimo de declarações do ministro da Defesa israelita, Israel Katz, sobre destruição de habitações junto à fronteira. Israel sustenta que as operações visam infraestruturas e túneis do Hezbollah.
Defensores dos direitos humanos alertam para o risco de crime de guerra na destruição em larga escala de áreas civis. Ramzi Kaiss, da Human Rights Watch, afirma que a destruição de estruturas civis não pode justificar o esmagamento de aldeias inteiras.
Relatos de residentes descrevem perdas profundas. Ahmad Abu Taam afirma que a vida na praça central ficou desfeita, com a destruição de uma loja de que dependia a família. Testemunhos reforçam a sensação de devastação e de perda de memórias.
Apesar do agravamento do conflito, negociações devem ocorrer na terça-feira em Washington, com a mediação dos EUA, visando cessar-fogo e um acordo mais amplo entre as partes. O objetivo é reduzir a escalada e estabilizar a fronteira.
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