- A União Europeia condenou os ataques israelitas ao Líbano e alertou que a escalada pode pôr em risco o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão.
- O Líbano declarou um período de luto nacional após a vaga de ataques, que causou pelo menos 254 mortes, o maior número num único dia na guerra contra o Hezbollah.
- Israel afirmou ter visado alvos militares do Hezbollah, que é apoiado pelo Irão, enquanto o Exército libanês acusou a milícia de misturar‑se em zonas civis.
- A UE defende que o cessar-fogo se aplique ao Líbano; o presidente francês, Emmanuel Macron, condenou os bombardeamentos e pediu que o Líbano esteja totalmente coberto pelo acordo.
- Reações internacionais: Antonio Tajani alertou para uma possível “segunda Gaza”; Maxime Prévot classificou a ação como desproporcionada; Johann Wadephu pediu contenção; Pedro Sánchez criticou Netanyahu e pediu suspensão do Acordo de Associação com Israel.
A União Europeia condenou os ataques israelitas no Líbano, dizendo que a escalada pode pôr em risco o cessar-fogo entre EUA e Irão. O Líbano decretou luto nacional após a vaga de ataques que deixou centenas de mortos.
Segundo autoridades libanesas, pelo menos 254 pessoas foram mortas na quarta-feira, no pior dia de confrontos entre Israel e o Hezbollah nos últimos anos. Fontes locais falam em mais de 100 ataques aéreos em poucos minutos, principalmente no sul do Líbano e em Beirute.
O Paquistão, que mediou o cessar-fogo, afirmou que o acordo abrangeria o Líbano com efeitos imediatos. Contudo, Israel contestou a interpretação e prosseguiu com ataques, aumentando a tensão regional.
Reação internacional e impactos
A Alta Representante da UE, Kaja Kallas, disse que as ações não se enquadram na legítima defesa e pressionam o cessar-fogo entre EUA e Irão. A UE reiterou o apoio ao desarmamento do Hezbollah.
O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam qualificou os bombardeamentos de violação do direito internacional. O presidente Michel Aoun descreveu-os como um massacre e pediu respeito pelas normas humanitárias.
Reações de líderes europeus
O presidente francês Emmanuel Macron condenou os ataques com veemência e disse que o Líbano deve ficar totalmente coberto pelo cessar-fogo. Tajani alertou para o risco de uma “segunda Gaza” e convocou o embaixador israelita.
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros pediu que Israel se restrinja à auto-defesa. O ministro espanhol Pedro Sánchez criticou Netanyahu e apelou à UE para reavaliar acordos com Israel.
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