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Plano de paz em Gaza falha, alertam organizações humanitárias

Plano de paz para Gaza falha, alertam cinco organizações humanitárias; a violência persiste, a ajuda é escassa e crianças continuam a sofrer com ferimentos e fome

Guerra em Gaza dura há quase três anos
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  • Seis meses após o cessar-fogo para Gaza promovido pela administração Trump, as organizações humanitárias concluem que a sua aplicação está a falhar, com população palestiniana a enfrentar privação extrema, fome, ferimentos e morte.
  • O relatório, subscrito pelo Conselho Dinamarquês para os Refugiados, Conselho Norueguês para os Refugiados, Oxfam, Refugees International e Save the Children, acusa a continuidade dos ataques israelitas, restrições de movimento e obstrução da entrada de ajuda.
  • Apesar de uma redução da atividade militar, as organizações dizem que não existe um cessar-fogo no terreno e descrevem uma aparente normalidade que esconde carências graves, incluindo falta de combustível para hospitais e serviços básicos.
  • As crianças são as mais afetadas: mais de 180 crianças mortas durante o cessar-fogo e mais de 20 mil desde o início do conflito, com escolas destruídas e três anos de aulas perdidas.
  • Relatos de profissionais em Gaza apontam ainda para problemas de evacuação médica, demolições que produzem poeira tóxica e impactos na saúde mental de crianças, bem como dificuldades em obter bens essenciais e medicamentos.

O plano de paz para Gaza promovido pela administração Trump, há seis meses em vigor, está a falhar conforme um grupo de organizações humanitárias. O relatório divulgado hoje acusa a aplicação do cessar-fogo de não impedir privação extrema, fome, ferimentos e mortes na população palestiniana.

As entidades signatárias — Conselho Dinamarquês para os Refugiados, Conselho Norueguês para os Refugiados, Oxfam, Refugees International e Save the Children — avaliam o cumprimento dos compromissos do plano e da resolução da ONU associada. Alega-se que a violência persiste diariamente.

O relatório afirma que a atividade militar em Gaza diminuiu, mas não houve um cessar-fogo efetivo. Alega-se ainda que ataques indiscriminados e restrições de movimento continuam a provocar destruição de infraestruturas e dificuldades de acesso à assistência humanitária.

Numa conferência de imprensa, representantes das organizações destacaram que a normalidade aparente oculta carências profundas. Em Gaza, há falta de combustível, afetando hospitais, clínicas e sistemas de água. As autoridades são apontadas como responsáveis por entraves à entrada de ajuda.

A equipa de comunicação da Oxfam descreveu que, apesar de camiões com bens ajudarem, grande parte do abastecimento beneficia apenas uma minoria com renda estável. A maioria perdeu rendimentos, empregos, terras e meios de subsistência e não consegue pagar bens básicos.

A Save the Children apontou que as crianças continuam a sofrer com violência, deslocação, fome e doenças, com impactos na saúde mental. Dados citados indicam várias centenas de mortes de menor impacto direto dos confrontos desde outubro de 2023.

Relatos de pessoas no terreno descrevem escolas fechadas há três anos, docentes ausentes e um colapso do sistema educativo. Em Gaza, há relatos de restrições à entrada de equipamento médico e à evacuação de pacientes com doença grave.

Uma médica pediátrica voluntária, que esteve em Gaza em fevereiro, afirmou que não existe cessar-fogo efetivo. Relatou bombardeamentos constantes, destruição de instalações de saúde e dificuldades na logística de atendimento médico. Casos de óbitos evitáveis por evacuação médica foram mencionados.

A avaliação das organizações humanitárias é que, apesar de algum recuo militar, a situação de civis em Gaza permanece brutal, com impactos profundos na saúde, educação e meios de subsistência. O relatório apela a medidas para tornar efetivas as promessas do cessar-fogo e facilitar o acesso a assistência.

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