- Israel vai iniciar negociações diretas com o Líbano, centradas no desarmamento do Hezbollah e na construção de relações de paz entre os dois países.
- A decisão surge após pressão internacional para que Beirute seja incluída no cessar-fogo acordado com Teerão.
- Beirute afirma que quer um cessar-fogo antes de iniciar negociações; o Hezbollah rejeita conversações diretas e exige a retirada israelita.
- As negociações devem realizar-se na próxima semana, em Washington.
- O conflito já provocou mais de 300 mortos no Líbano, na maioria civis, com reacções de várias potências como Irão, Rússia, China e União Europeia sobre a trégua e o envolvimento regional.
Israel anunciou na quinta-feira a abertura de negociações diretas com o Líbano para desarmar o Hezbollah, decisão tomada pelo governo de Telavive após uma ofensiva que causou centenas de mortes. A medida surge num contexto de pressão internacional para incluir Beirute no cessar-fogo.
O país afirma que as negociações deverão ocorrer rapidamente e concentram-se no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações de paz entre Israel e o Líbano. Telavive valoriza o apelo do primeiro-ministro libanês para a desmilitarização de Beirute.
Beirute responde que quer um cessar-fogo antes de iniciar negociações, enquanto o Hezbollah rejeita negociações diretas e exige a retirada de tropas israelitas e o fim das hostilidades. As discussões devem decorrer na próxima semana, em Washington, segundo a imprensa internacional.
O Irão ameaçou abandonar a trégua caso não haja acordo, dizendo que os ataques demonstram incumprimento e tornam as negociações sem sentido. O Governo iraniano sustenta que mantém o apoio aos libaneses, mantendo as suas posições no conflito.
Entidades internacionais reagiram de forma variada. O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo apontou que os acordos têm dimensão regional e se aplicam ao Líbano. A China enfatizou a soberania do Líbano, enquanto a União Europeia frisou pressão sobre o cessar-fogo entre EUA e Irão. A chefe da diplomacia europeia defendeu a extensão da trégua ao Líbano.
— Número de vítimas e contexto —
Pelo menos 303 pessoas morreram e 1150 ficaram feridas na ofensiva de quarta-feira, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. O total de mortos desde o dia 2 de março é de 1888, com 6092 feridos. A maioria das vítimas é civil, segundo fontes militares libanesas.
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