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Da locutora à voluntária, vítimas do ataque de Israel no Líbano

Ataque de Israel no Líbano ceifa civis, incluindo uma locutora de rádio, uma poetisa e uma voluntária que ajudava deslocados, aumentando o impacto humano do episódio

Foto: Direitos reservados
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  • O Exército de Israel afirmou ter visado aproximadamente 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah, num ataque que deixou cerca de 200 mortos, a maioria civis, segundo uma fonte militar libanesa à AFP.
  • Ghada Dayekh, locutora de rádio de 60 anos, morreu quando a habitação em Tiro, no sul do Líbano, foi atingida pelo bombardeamento; era considerada mentora na estação Sawt Al-Farah.
  • A poetisa Khatoun Salma morreu em casa, no bairro de Tallet al-Khayyat, Beirute, ao lado do marido, conforme confirmam membros da comunidade artística.
  • O torrefador Nader Khalil, com 35 anos de serviço, morreu na torrefação Rifai, em Beirute, após o ataque que devastou a área da Corniche Al-Mazraa.
  • Rana Shaya, voluntária de Baysur, morreu ao entrar numa farmácia gerida por uma ONG em Aley, onde recolhia medicamentos para deslocados; deixa marido e dois filhos.

O ataque israelita de quarta-feira, descrito pelo Exército de Israel como alvo a cerca de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah, provocou mais de 200 mortes no Líbano, a maioria civis, segundo uma fonte militar libanesa à AFP. O confronto ocorre após o maior bombardeamento desde o início do conflito. O Hezbollah permanece como parte envolvida, com o contexto de intensa batalha na região.

Beirute e Tiro foram os lugares mais afetados, com edifícios destruídos e serviços interrompidos. O ataque intensificou-se num momento de deslocação de pessoas para abrigos improvisados, aumentando o peso humano da ofensiva. A situação humanitária permanece tensa, com falta de recursos básicos em várias zonas.

Locutora de rádio em teletrabalho

Ghada Dayekh, de 60 anos, era locutora veterana na rádio Sawt Al-Farah. Um ataque destruiu a casa dela, em Tiro, levando à sua morte. O proprietário da estação descreve-a como mentora de várias gerações de jornalistas. Dayekh trabalhava a partir de casa desde o ataque anterior ao escritório.

O dono da rádio lembra a personalidade cativante de Dayekh e o seu compromisso com a alegria na programação. Ela costumava apresentar-se pela voz da estação, mantendo o espírito de trabalho mesmo em momentos de crise.

A gentil poetisa

Khatoun Salma, poetisa que residia em Beirute, faleceu em casa, ao lado do marido, na noite de quarta-feira. Vítima de um ataque, foi descrita por amigos como e mãe dedicada, deixando para trás uma família fragilizada.

O casal era próximo de uma comunidade cultural local, com memórias de noites de poesia na cidade. A família lamenta a perda e recorda a ligação com a vida cultural de Tiro e Beirute.

O mestre torrefador de coração bondoso

Nader Khalil trabalhava há 35 anos na torrefação Rifai, em Beirute. Foi morto durante o ataque que atingiu a zona da Corniche Al-Mazraa, num ponto de alta densidade populacional no horário de ponta.

A empresa descreve Khalil como dedicado e com paixão pelo ofício. Em redes sociais, empregados e clientes destacam o seu caráter afável e o contributo para a comunidade local.

Morreu após perder marido em explosão do porto de Beirute

Ola Al-Attar, de 32 anos, perdeu o marido na explosão do porto em 2020. As filhas, com oito e 11 anos, passaram a morar com a mãe após a tragédia anterior. Uma nova imagem de dor surge com a morte de Ola, ocorrida numa clínica médica no bairro de Ouzai.

Um ativista de famílias das vítimas recorda que Ola lutava pela verdade e pela justiça na investigação do porto. A família compromete-se a continuar essa busca, apesar do novo luto.

Voluntária morta em farmácia

Rana Shaya dirigia-se a uma farmácia gerida por uma ONG para distribuir medicamentos a deslocados. O ataque aéreo vitimou-a, além dos presentes na farmácia. Shaya deixa o marido e dois filhos.

A família descreve Rana como determinada e cheia de vida. Os amigos recordam a sua energia e o desejo de ajudar quem precisa, mantendo viva a memória da voluntária.

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