- O Papa Leão XIV pediu àqueles que têm poder para iniciar guerras que escolham a paz, denunciando a indiferença perante milhares de mortes em conflitos pelo mundo.
- Em plena Páscoa no Vaticano, afirmou que nos habituamos à violência e nos tornamos indiferentes às consequências do ódio e da divisão.
- Na bênção Urbi et Orbi, foi anunciada uma vigília de oração pela paz para 11 de abril, na Praça de São Pedro.
- O Papa, sem mencionar países específicos, denunciou a violência da guerra, a destruição e a idolatria do lucro que retém recursos da Terra.
- Durante a Semana Santa, persistiram tensões no Médio Oriente, com restrições a cerimónias religiosas em Jerusalém e críticas internacionais à atuação de Israel.
O Papa Leão XIV apelou neste Domingo àquelas que têm o poder de iniciar guerras para escolherem a paz, denunciando a indiferença perante as milhares de mortes nos conflitos globais. A cerimónia decorreu no Vaticano, na Praça de São Pedro, durante a missa de Páscoa.
O líder da Igreja Católica discursou sem mencionar países específicos, mas lembrou as consequências económicas e sociais da guerra. Na bênção Urbi et Orbi, o secretário–geral da Organização solicitou uma vigília de oração pela paz para 11 de abril.
Contexto da mensagem
Antes da bênção, o Papa destacou a violência destruidora da guerra e a idolatria do lucro que contamina recursos da Terra, repetindo palavras do antecessor, Papa Francisco, sobre a necessidade de não ceder à indiferença.
Durante a Semana Santa, a tensão no Médio Oriente pesou sobre as celebrações. Em Jerusalém, a polícia israelita proibiu o cardeal Pierbattista Pizzaballa de celebrar a missa do Domingo de Ramos no Santo Sepulcro, gerando contestação internacional.
Desdobramentos na região
A recusa de acesso ao local sagrado manteve-se sob debate, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a recuar parcialmente, permitindo entrada do cardeal, enquanto a Al-Aqsa permanece sem acessos. O episódio ampliou o foco global para as tensões locais.
Entre na conversa da comunidade