- Aliados da Ucrânia pedem a Kiev para suspender ataques com drones a refinarias russas, citando o aumento dos preços globais do petróleo provocado pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.
- Kirilo Budánov disse à Bloomberg que estão a receber sinais nesse sentido, sem indicar quais países fizeram o pedido.
- A Ucrânia intensificou nos últimos dias os ataques a infraestruturas energéticas russas; no fim de semana atingiu duas refinarias na região de Nizhni Nóvgorod e um oleoduto perto de Leninegrado.
- Kiev considera estas instalações alvos militares legítimos porque abastecem as tropas russas e financiam o aparelho de guerra do Kremlin.
- Um estudo do Instituto Kaise (KSE) alerta que o aumento súbito dos preços pode impulsionar a economia russa em 2026, com receitas adicionais estimadas em até 252 mil milhões de dólares.
Dois ou três parágrafos curtos descrevem o facto principal: aliados da Ucrânia pedem a Kiev para suspender ataques com drones a refinarias russas, citando o aumento dos preços globais do petróleo. A motivação é evitar impactos económicos adversos em plena escalada do conflito no Golfo.
Budánov, chefe de gabinete de Zelensky, confirmou que chegaram sinais de aliados solicitando a interrupção temporária da campanha contra infraestrutura energética russa. Não foram divulgados países nem datas de adesão a esse pedido. O objetivo é reduzir pressões sobre o mercado petrolífero.
Nas últimas semanas, Kiev tem intensificado ataques a alvos energéticos russos, com foco em refinarias e oleodutos. O capítulo mais recente ocorreu na região de Nizhni Nóvgorod, a cerca de 350 km a leste de Moscovo, atingindo duas refinarias e um oleoduto na região de Leninegrado.
A ofensiva é justificada por Kiev como ação contra alvos militares que sustentam o esforço de guerra russo. Entre os alvos anteriores estão também a refinaria de Sarátov e a de Kirishi, ambas na região de Leninegrado, alvo de ataques em março.
O contexto económico inclui o impacto potencial nos preços do crude, agravando a volatilidade dos mercados globais. O aumento de custos pode afetar mais tarde as finanças russas, já sob pressão devido à conjuntura energética internacional.
Fontes indicam que, segundo o Instituto KSE, o preço do petróleo pode ter reflexos significativos na economia russa. Uma projeção menos favorável aponta para receitas adicionais relevantes em 2026, elevadas face ao cenário atual.
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