Os ataques russos com drones contra a Ucrânia intensificaram-se, com centenas de aeronaves não tripuladas a causar danos e vítimas. Segundo autoridades ucranianas, pelo menos cinco pessoas morreram e um terminal postal ficou destruído, numa ofensiva que ocorreu na quarta-feira.
As ações ocorreram numa altura em que as negociações de paz entre Moscovo e Kiev estão bloqueadas. O Kremlin teria rejeitado, no dia anterior, uma proposta ucraniana para um cessar-fogo temporário durante a Páscoa, agravando as perspetivas de diálogo.
Na resposta diplomática, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy indicou ter mantido uma conversa considerada positiva com representantes norte-americanos sobre o relançamento do processo de paz. Participaram ainda o chefe da NATO, Mark Rutte, e o senador Lindsey Graham nessa comunicação.
Os drones russos atingiram zonas no oeste da Ucrânia, perto da fronteira com a Polónia, incluindo uma instalação industrial em Lutsk, a cerca de 400 quilómetros a oeste de Kiev. A empresa Nova Poshta mostrou imagens de um armazém em chamas na cidade.
Ihor Polishchuk, presidente da câmara de Lutsk, informou que um centro de triagem postal e um local de distribuição de alimentos ficaram danificados, e que destroços incendiaram um edifício residencial. Centenas de drones foram reportados: 339 durante a noite e mais de 360 ao longo do dia, segundo a força aérea ucraniana.
No centro do país, um drone matou quatro pessoas na região de Cherkasy. Em Kherson, um ataque anterior provocou a morte de uma mulher e ferimentos graves em duas pessoas, de acordo com autoridades locais. A Rússia também afirmou avanços na linha da frente, alegando tomar duas aldeias no leste e a ocupação total da região de Luhansk, afirmação ainda sem verificação independente.
Zelenskyy descreveu a frente de batalha como tense na sua comunicação anterior, enquanto a violência persiste em várias frentes, num quadro de escalada de hostilidades e de paralisação diplomática entre as partes.
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