- Donald Trump anunciou que o Irão pediu um cessar-fogo aos EUA, mas só o considerarão aberto se o Estreito de Ormuz estiver livre e desimpedido.
- O presidente norte-americano afirmou que, até essa abertura, vão continuar a bombardear o Irão “até à aniquilação” ou até que regresse à Idade da Pedra.
- Trump vai proferir um “discurso importante” à nação sobre a guerra, às 21h de Washington (02h de quinta-feira em Lisboa).
- O Irão não respondeu de imediato; o chefe da diplomacia iraniana disse que Teerão quer continuar a luta e não aceita prazos para se defender.
- O Estreito de Ormuz, estratégico para o comercio mundial, permanece bloqueado e a guerra já provoca subida dos preços do petróleo e mais de três mil mortos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o novo líder do regime iraniano pediu um cessar-fogo aos EUA. A declaração foi publicada na rede social de Trump e reportada pela agência EFE. O conteúdo não especifica a quem se refere.
Trump disse que o cessar-fogo só seria considerado se o Estreito de Ormuz permanecesse aberto, livre e desimpedido, acrescentando que os EUA dariam continuidade a ataques contra o Irã até cumprir o objetivo, ou até que o regime recuasse. A mensagem reflete a escalada verbal entre Washington e Teerão.
O presidente dos EUA também informou que fará um discurso importante às 21h de Washington sobre a guerra, com transmissão marcada para Lisboa às 02:00, segunda fonte citada pela AP. A explicação surge após declarações sobre o possível fim do combate.
Reação de Teerã
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou que Teerão não aceita linguagem de ameaças ou prazos. Em entrevista à Al-Jazeera, Araghchi disse que não há qualquer prazo para defender o país, mantendo a resistência às ações militares.
O Estreito de Ormuz continua bloqueado por Teerão, como resposta à ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro pelos EUA e Israel. A passagem é estratégica para o comércio mundial, associada a cerca de 20% do petróleo e gás globais.
A guerra já causou milhares de mortos, com o Irão e o Líbano entre as principais vítimas. O Irão respondeu aos ataques com ações contra países da região do Golfo Pérsico, aumentando a tensão regional e a volatilidade dos mercados energéticos. Fontes: EFE e AP.
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