- Onze bebés prematuros, retirados em 2023 do hospital Al Shifa, em Gaza, regressaram a Gaza para ficarem junto dos pais, num momento de incerteza sobre o futuro.
- As 11 crianças reunidas hoje faziam parte de um grupo de 29 recém-nascidos retirados durante a invasão israelita, alegadamente para evitar uso do hospital pelo Hamas.
- Sete dos 29 bebés morreram no Egito durante o tratamento médico, segundo relatórios médicos.
- A missão de reunião foi facilitada por um acordo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025, que encerrou grande parte dos combates e abriu a passagem entre Gaza e o Egito.
- A reabertura da passagem fronteiriça permitiu o regresso de parte das crianças a Gaza, com as restantes a ficarem com famílias fora do território palestiniano.
Oito bebés, que estavam hospitalizados numa unidade neonatal em Gaza, regressaram a partir do Egito na segunda-feira, numa missão organizada pela ONU para reunir as famílias. O retorno ocorreu num momento de incerteza regional.
Os bebés foram retirados em novembro de 2023, quando forças israelitas invadiram o hospital Al Shifa, alegando uso por parte do Hamas para fins militares. Enquanto ocorriam ataques, as fronteiras ficaram fechadas e apenas médicos acompanharam as crianças.
Sete dos 29 recém-nascidos faleceram durante o período no Egito. Além dos 11 que voltaram a Gaza, as restantes crianças encontram-se com famílias fora do território palestiniano.
Reencontro de famílias
A missão, facilitada por um acordo mediado pelos EUA em outubro de 2025, coincidiu com a reabertura da passagem entre Gaza e o Egito. Os bebés puderam novamente estar junto aos pais, após dois anos de separação.
Entre as famílias, uma mãe, Sundus Al-Kurd, disse que não conseguiu segurar a filha durante dois anos e meio e que o reencontro simboliza um novo começo, com a promessa de recuperar o tempo perdido.
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