A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou atacar empresas norte-americanas no Médio Oriente caso haja mais assassinatos de responsáveis iranianos. A mensagem foi publicada no site oficial Sepah News.
Entre as empresas cotadas pela organização, passam a constar Google, Apple, Meta e Tesla. A 32ª edição do comunicado alerta para destruição das instalações em todos os países da região, caso haja novos ataques contra o Irão.
O aviso surge numa altura em que, segundo a agência noticiosa oficial, já ocorreram bombardeamentos envolvendo EUA e Israel contra o Irão ao longo de pouco mais de um mês. O objetivo alegado é vingar ataques anteriores, afirma o comunicado.
A Guarda Revolucionária também indica outras companhias tecnológicas no texto divulgado, incluindo Cisco Systems, HP, Intel, Microsoft, IBM, Nvidia e Boeing, como potenciais alvos. Alega que os trabalhadores devem abandonar os locais de trabalho para salvaguardar as suas vidas.
A escalada de hostilidades ocorre numa fase em que Washington e Telavive justificam ações militares como resposta à resistência iraniana, citando impasses nas negociações sobre o programa nuclear. O Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques a alvos na região.
No balanço de vítimas, as autoridades iranianas indicaram centenas de mortos e feridos desde o início dos confrontos, sem atualizar números recentemente. Organizações de direitos humanos apontam números bem mais elevados, variando conforme a fonte.
As informações sobre o episódio foram recolhidas a partir da comunicação oficial iraniana e de organizações independentes, sem indicação de confirmação externa adicional até ao momento. Autoridades regionais continuam a acompanhar a evolução do conflito.
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