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Teerão reivindica ataques a grandes instalações industriais no Golfo

Teerão reivindica ataques a grandes fundições no Bahrein e nos Emirados, na resposta a ações contra o Irão, com risco de perturbar a oferta global de alumínio

Ataques a infraestruturas de energia no golfo refletem-se na subida dos preços
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  • O Irão reivindicou ataques a duas das maiores fundições de alumínio do mundo, Alba (Bahrein) e Emirates Global Aluminium (EGA) (Emirados Árabes Unidos), com danos e feridos.
  • Os Guardas da Revolução dizem que os ataques foram em retaliação a ações norte-americanas e israelitas contra infraestruturas no Irão.
  • Alba confirmou dois trabalhadores feridos ligeiramente e analisa a extensão dos danos; já tinha anunciado, a 15 deste mês, o encerramento de 19% da sua capacidade de produção.
  • A fábrica da EGA, em Al Taweelah, Abu Dhabi, sofreu danos significativos, com seis feridos.
  • No domingo de manhã, o porto iraniano de Bandar Khamir foi atingido, com cinco mortos e quatro feridos; continuam ataques com mísseis e drones na região e há preparação de reuniões diplomáticas para debater a crise.

Teerão reivindicou ataques contra duas das maiores fundições de alumínio do mundo, localizadas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, em resposta a ações norte-americanas e israelitas contra infraestruturas industriais no Irão. Os episódios acontecem num confronto que permanece intenso, com Bombardeamentos atribuídos a forças iranianas e reacções de vários países do Golfo.

No sábado, os Guardas da Revolução afirmaram ter usado mísseis e drones para atingir as fábricas da Aluminium Bahrain (Alba) e da Emirates Global Aluminium (EGA). A Alba já tinha informado, a 15 deste mês, a redução de 19% da produção para enfrentar perturbações provocadas pelo bloqueio iraniano do estreito de Ormuz. Dois trabalhadores ficaram feridos, segundo a empresa, que avaliava ainda os danos.

A EGA, com instalações em Abu Dhabi, declarou danos significativos na sua unidade de Al Taweelah e indicou seis feridos. As duas empresas possuem participação norte-americana e desempenham papel relevante no fornecimento a indústrias militares dos EUA, de acordo com os Guardas da Revolução, que acrescentaram que os ataques visavam responder a ações dos EUA e de Israel contra infraestruturas iranianas.

Este domingo de manhã, a agência iraniana Irna reportou novos bombardeamentos que atingiram o cais de Bandar Khamir, perto do estreito de Ormuz, causando cinco mortos e quatro feridos. Os Guardas da Revolução também ameaçaram atingir universidades norte-americanas no Médio Oriente em retaliação a ataques a instituições de ensino no Irão.

Paralelamente, a região continua sob pressão militar: sirenes soaram em Teerão após explosões no norte da cidade, com fumo observado a leste. A al-Araby, cadeia de televisão do Qatar, informou que o seu escritório em Teerão foi atingido. No território israelita, o Exército confirmou lançamentos de mísseis iranianos e pediu abrigo à população.

O Kuwait e os Emirados também reportaram ataques com drones e mísseis ao amanhecer. Enquanto isso, responsáveis de Turquia, Paquistão, Egipto e Arábia Saudita preparam-se para reunir-se em Islamabade para discutir vias de desescalada. O estreito de Ormuz permanece crucial para o tráfego marítimo global, já fortemente perturbado pelo conflito, e os eventos recentes elevam a tensão regional.

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