Israel ampliou hoje a zona de segurança no Sul do Líbano, numa operação anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O objetivo é neutralizar a suposta ameaça de invasão e afastar disparos de mísseis antitanque junto à fronteira.
Segundo Netanyahu, a medida corresponde a uma expansão adicional da zona de segurança existente, com a pretensão de evitar ações militares hostis no território libanês. O anúncio foi feito via vídeo divulgado neste domingo.
A reforma na postura de combate israelita ocorre num momento de tensão acentuada na região. O Governo de Jerusalém já tinha indicado aos habitantes do Sul do Líbano para se deslocarem para norte do Rio Litani, como precaução.
Cerca de 150 mil pessoas ficaram isoladas no Sul do Líbano após a destruição de cinco pontes sobre o Litani pelos militares israelitas, conforme avaliação de organizações internacionais. A OMS confirmou a morte de mais um paramédico em ataques na região.
O Hezbollah anunciou a presença de militares israelitas na margem sul do Litani, informação ainda não confirmada pelas IDF. Paralelamente, o Hezbollah e outros grupos têm sido alvo de bombardeamentos israelitas em várias localidades fronteiriças.
As forças israelitas também prolongaram os avisos de ataques com foguetes provenientes do Líbano, numa medida para dar mais tempo de proteção à população que vive junto à fronteira. A decisão ocorre num contexto de avanços militares israelitas em território inimigo.
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