- Os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, afirmam ter lançado mísseis contra posições militares israelitas, numa primeira “operação militar” contra Israel em apoio à resistência regional.
- Yahya Saree, porta-voz militar dos houthis, disse que a operação visou posições militares sensíveis e que foi bem-sucedida; garantem que vão continuar até atingir todos os objetivos.
- O Exército de Israel afirmou ter interceptado um míssil vindo do Iémen; houve sirenes em Beer Sheva e perto do centro de investigação nuclear, elevando as preocupações sobre a escalada na região.
- Países envolvidos anunciaram ataques recíprocos: Israel afirmou ter alvoado instalações iranianas e o Irão respondeu com ataques a alvos no Golfo, incluindo uma base na Arábia Saudita, com críticas a Washington.
- O preço do petróleo subiu, com o Brent a rondar os 107 dólares por barril, após o estreito de Ormuz sofrer restrições de tráfego; o Kuwait relatou danos em portos ligados a projetos chineses na região.
Os rebeldes Houthi do Iémen afirmaram ter levado a cabo a primeira operação militar contra Israel, disparando uma barragem de mísseis balísticos. A declaração foi divulgada numa transmissão em vídeo na rede X, na madrugada de sábado. Os Houthis dizem agir em apoio à resistência de Irão, Líbano, Iraque e Palestina.
Segundo o porta-voz Yahya Saree, as ações visaram posições militares sensíveis em território israelita. A mensagem afirma que a operação foi bem-sucedida e que continuará até cessar a agressão em todas as frentes. O anúncio descreve as ações como parte de um esforço conjunto com o Irão.
As autoridades israelitas indicaram ter intercetado um míssel vindo do Iémen durante a noite, o que marca o primeiro ataque desta natureza desde o início do conflito, há um mês. Sirenes foram ouvidas em Beer Sheva e na área próxima ao principal centro de investigação nuclear de Israel.
O conflito regional agrava as tensões na região, com o Irão e o Hezbollah a intensificarem os ataques contra Israel. Analistas destacam o risco de uma escalada que envolva comércio marítimo no Mar Vermelho, incluindo possíveis impactos na navegação.
Horas mais tarde, Israel lançou ataques coordenados contra instalações nucleares iranianas, alegadamente em resposta às ações de Teerão. O regime iraniano prometeu retaliação, afirmando que irá exigir um preço elevado pelos ataques. Não houve registo de vítimas imediatas.
Entre os alvos iranianos, as autoridades apontaram o Complexo de Água Pesada de Arak e a fábrica de Ardakan, ambos sem vítimas e sem risco de contaminação. O Irão acusa Israel de responsabilidade pela escalada, numa operação que também envolveu ataques aéreos sobre áreas estratégicas no Irão.
O Repouso do Preço do petróleo acompanhou o ritmo de tensão regional, com o Brent a situar-se próximo de 107 dólares por barril, refletindo interrupções no Estreito de Ormuz. O estreito continua crucial para o fluxo global de petróleo, enfrentando restrições associadas ao conflito.
No terreno, testemunhas no leste de Teerão reportaram cortes de luz após os ataques aéreos, enquanto em Telavive explosões foram ouvidas. O ministro da Defesa de Israel afirmou que o Irão pagará um preço elevado pela escalada. As ações seguem sem indicação de cessar hostilidades a curto prazo.
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