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Hamas diz que proposta de Conselho de Paz para Gaza contradiz Trump

Hamas afirma que a proposta de desarmamento do Conselho da Paz contradiz o plano de Trump e pode atrasar a reconstrução e a ajuda humanitária.

O presidente dos EUA, Donald Trump
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O Hamas criticou, nesta sexta-feira, a proposta de desarmamento apresentado pelo Conselho da Paz da Faixa de Gaza, afirmando que contraria o plano de Donald Trump para o território. Basem Naim, da ala política do Hamas, disse que Nikolay Mladenov liga o desarmamento à gestão administrativa da Faixa de Gaza, à retirada de Israel e ao plano de reconstrução, o que, para o grupo, difere do acordo acordado.

Segundo Naim, o mediador búlgaro distorce os factos para favorecer a agenda da ocupação. O dirigente também alegou que Mladenov ameaça retornar à guerra para atender aos interesses de Netanyahu e do Governo israelita, em vez de trabalhar com um conselho que se intitula de “Conselho da Paz”.

O Hamas afirmou ainda que o enviado ignora violações do cessar-fogo por parte de Israel, que, segundo alegações, já causou centenas de mortos desde o acordo de outubro. O grupo acusou a administração de restringir a entrada de materiais de reconstrução na Faixa de Gaza e manter restrições na passagem de Rafah.

Proposta de desarmamento e condições

A Al-Jazeera informou que a proposta de Mladenov prevê o desarmamento gradual do Hamas ao longo de oito meses, em troca do cumprimento das obrigações de Israel. Entre estas, a emissão de autorizações para materiais de construção e o aumento da ajuda humanitária, ainda sem confirmação oficial.

Mladenov pediu aos membros do Conselho de Segurança da ONU que pressionem o Hamas a aceitar o desarmamento, dizendo que cada hora perdida aumenta o custo humano e compromete a paz viável e duradoura.

O cessar-fogo vigente desde 10 de outubro de 2025 tem permitido uma trégua após dois anos de conflito, mas ataques aéreos israelitas continuam a provocar mortes no território. O plano prevê também a entrada do comité palestiniano para assumir responsabilidades e o início do desarmamento.

Desdobramentos e contexto

A proposta aponta para o fim das operações militares num curto intervalo, seguido por protocolos humanitários por parte de Israel. O comité palestiniano entraria no enclave, dando início ao desarmamento e à destruição de túneis usados pelo Hamas, com avaliação de cumprimento a cada três meses.

A reconstrução ficaria dependente da suspensão de restrições a materiais como cimento, aço e combustíveis. A guerra na Faixa de Gaza começou com ataques do Hamas a Israel em outubro de 2023, desencadeando uma resposta militar de grande escala e devastação no território.

Até ao momento, não houve confirmação oficial dos pontos da proposta nem do aval das partes envolvidas, incluindo a administração tecnocrata palestiniana, que deveria substituir o Hamas na gestão da Faixa de Gaza.

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