Donald Trump afirma que o Irão quer um acordo com os EUA, mesmo com Teerão a rejeitar o plano de cessar-fogo de 15 pontos e a apresentar as suas próprias exigências, num contexto de ataques entre EUA, Israel e Estados vizinhos do Golfo.
Trump alegou que os líderes iranianos evitam ficar numa posição constrangedora por medo de represálias do próprio povo, enquanto reforçava a hipótese de negociações, num jantar de angariação de fundos.
A proposta norte-americana incluía aliviar sanções, recuar com o programa nuclear, impor limites aos mísseis e reabrir o Estreito de Ormuz. O objetivo seria restaurar a ordem na região.
Reação iraniana e negociações
O Irão, via emissoras estatais, rejeitou as exigências e apresentou a sua lista de demandas, incluindo reparações pela guerra, garantias de não iniciar novas guerras, proteção de funcionários e soberania sobre vias marítimas estratégicas.
Ministros iranianos afirmaram que não houve negociações diretas nem indiretas com o objetivo de terminar as hostilidades com os EUA, rejeitando declarações de Trump. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou que não houve negociações até ao momento.
Paralelamente, os ataques entre EUA e Israel contra o Irão intensificaram-se no 27º dia de conflito, com relatos de ações em várias frentes e alarmes de ataques aéreos em Israel. Não está claro quem iniciou os últimos ataques.
Evolução do conflito e contexto regional
Activistas em Isfahan reportam ataques na madrugada de quinta-feira, próximo de instalações estratégicas, incluindo uma fábrica nuclear bombardeada em junho. Mashhad também registou explosões numa zona oriental.
Sirenes em Telavive e noutras cidades alertaram para mísseis, sem confirmação de origem. O cenário aponta para uma escalada com ataques de drones e mísseis targeting cidades e bases no Golfo.
As regras de funcionamento do estreito de Ormuz permanecem suspensas, interrompendo o trânsito marítimo e as exportações de petróleo. O Brent chegou a valores próximos dos 104 dólares por barril, com alta expressiva desde o início do conflito.
Óbitos e impacto humanitário
As autoridades iranianas indicam mais de 1500 mortos no total, enquanto fontes libanesas apontam cerca de 1100 mortos em ataques israelitas. Em Israel, o número de mortos situou-se em 20, e nos EUA, 13 militares perderam a vida.
No plano regional, várias dezenas de pessoas morreram em ataques de retaliação no Golfo, elevando o impacto humano e a pressão sobre mercados energéticos já sensíveis. A guerra continua a evoluir com alta incerteza.
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