Os EUA e Israel provocaram uma escalada de violência que, em três semanas, dizimou boa parte da élite política e militar iraniana. Vários altos dirigentes da República Islâmica morreram em ataques durante o conflito, em Teerão e arredores, conforme reporta-se de várias fontes oficiais e agências internacionais.
As mortes ocorreram nos primeiros dias de operações, com impactos imediatos em estruturas de comando e controlo, bem como na coordenação de defesa do regime. O seguimento dos acontecimentos tem sido marcado por confirmações oficiais contraditórias e por discórdias entre as partes envolvidas. As autoridades iranianas classificaram alguns ataques como ataques covardes. O objetivo declarado é neutralizar a liderança central do aparelho estatal.
Liderança suprema e conselhos
O aiatola Ali Khamenei foi eliminado no início do conflito, numa operação que atingiu Teerão e destruiu parte da sua esfera familiar. Mojtaba Khamenei, alegadamente ferido, surge como o novo líder supremo, ainda sem pronunciação pública.
A morte de Ali Shamkhani, principal conselheiro de segurança, ocorreu no primeiro dia da guerra, com honras fúnebres públicas em Teerão. O afastamento complica a coordenação entre serviços de informação e forças armadas.
Estrutura militar e de defesa
Ali Larijani, então chefe do Conselho de Segurança Nacional, foi morto num ataque israelita a Teerão, perto de onde o regime reclamou estar sob pressão contínua. A posição de ministro do Interior e da Defesa, Ahmad Vahidi, substituiu o comandante Abdullah após a remoção de Mohammad Pakpur, chefe da Guarda Revolucionária, em combate.
O comandante-chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpur, foi morto no primeiro dia da guerra. Ahmad Vahidi assumiu para liderar o Exército ideológico do Irão. O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali-Mohammad Naini, foi morto numa operação conjunta dos EUA e de Israel na madrugada de sexta-feira.
Serviço de Informações e governo interno
Esmail Khatib, ministro responsável pelo Serviço de Informações, foi eliminado num ataque aéreo a Teerão a 18 de março. O regime indicou que o papel dele incluiu responsabilidades na repressão de protestos, o que é objeto de controvérsia de direitos humanos.
O ministro do Défice, Aziz Nasirzadeh, veterano da Guerra Irão-Iraque, também faleceu num ataque aéreo durante o primeiro dia de hostilidades. O objetivo central das ações permanece a dissuasão de capacidades militares iranianas, segundo as informações disponíveis.
Estruturas de comando e apoio
Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basidj, foi morto num ataque aéreo a 17 de março. O papel da Basidj é o recrutamento de voluntários para apoio às operações estatais.
Mohammad Shirazi, chefe do gabinete militar do Líder Supremo, e Abdolrahim Musavi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, também foram relataram mortes no primeiro dia. As falhas de comunicação e coordenação entre serviços aumentam a dificuldade de compreensão do atual hardware de comando iraniano.
Entre na conversa da comunidade