- Donald Trump afirmou que Israel não voltará a atacar instalações energéticas do Irão, após o ataque ao campo de gás South Pars.
- Disse ter falado com o primeiro-ministro israelita, garantindo que, mesmo atuando contra o Irão, EUA e Israel o fazem de forma coordenada, embora independentes.
- Trump disse que não foi informado previamente do ataque a South Pars, mas fontes israelitas e da sua Administração negaram essa versão, alegando coordenação entre os dois países.
- O Irão ameaçou “zero contenção” caso as suas infraestruturas energéticas voltem a ser visadas, afirmando ter usado apenas uma pequena fração do seu poder militar.
- Em retaliação, o Irão lançou ataques na madrugada contra infraestruturas energéticas de vários países do Golfo, o que levou Trump a ameaçar a destruição total do campo de South Pars.
Donald Trump assegurou que Israel não voltará a atacar as instalações energéticas do Irão, após o ataque ao campo de gás de South Pars na madrugada de quarta para quinta-feira. O presidente dos EUA afirmou que Jerusalém e Washington atuam de forma independente, mas coordenada, para evitar novas ofensivas contra infraestruturas críticas iranianas.
Trump explicou que chegou a orientar o primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, para não repetir ações contra o Irão, acrescentando que, ainda assim, o Irão está a conduzir ações conjuntas entre os aliados, mas de forma autónoma. A declaração surge num momento de escalada diplomática entre ambas as partes.
Entretanto, o Irão prometeu uma resposta firme no caso de novas investidas contra as suas infraestruturas energéticas, incluindo instalações de petróleo e gás. O regime disse ter utilizado apenas uma pequena fração do seu poder militar para responder aos ataques que atingiram alvos no Golfo, o que levou a nova retórica de destruição dirigida a o que chamou de campo de gás de South Pars.
Reações e desdobramentos
Fontes conhecidas de Washington e de Jerusalém divergem sobre se houve comunicação prévia do ataque a South Pars, com autoridades israelitas a afirmar que houve coordenação com os EUA, contrariamente à versão do Presidente norte-americano.
Na madrugada de quinta-feira, Teerã ampliou acusações ao dizer que as ações energéticas no Golfo representam uma resposta a agressões anteriores, sem revelar propostas de diálogo imediato. O episódio mantém o foco internacional em vias de desescalada, com observadores a acompanhar possíveis esforços diplomáticos.
As informações destacam a complexa relação entre Israel, EUA e Irão, com impactos sobre a estabilidade regional e sobre a política energética de várias nações do Golfo. Não houve confirmação de medidas concretas de paz ou de novas negociações até ao momento.
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