O Catar afirmou que os ataques iranianos na quarta-feira contra instalações de gás no país demonstram que Teerão não mira apenas os interesses dos EUA. O primeiro-ministro Mohammed bin Abdulrahman al-Thani destacou que o bombardeamento de Ras Laffan tem ótimas repercussões globais para o fornecimento de energia.
Segundo o chefe da diplomacia de Doha, os ataques causam danos reais às populações e não trazem benefícios para qualquer nação. Ras Laffan, a principal unidade de LNG do Catar, foi atingida na véspera, gerando um incêndio e danos consideráveis, conforme autoridades locais.
O Catar condenou também novos ataques contra a infraestrutura energética durante a última madrugada. Teerão justificou as ações como retaliação a bombardeamentos alegadamente israelitas no campo de South Pars, partilhado com o Catar.
Reação do Catar e impacto energético
Nas últimas 24 horas, além do Catar, os alvos incluíram Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Arábia Saudita, num contexto de escalada regional. O Irão avisa que as suas capacidades vão além do que tem sido utilizado.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou nas redes sociais que estes ataques são apenas uma parte das capacidades do país e que não haverá contenção caso infraestruturas energéticas sejam novamente atingidas. Também pediu reparações pelos danos às infraestruturas iranianas.
Desde o início do conflito, o Irão tem visado bases norte-americanas e infraestruturas económicas dos seus vizinhos. Os ataques a infraestruturas energéticas representam uma escalada significativa na região, já com impactos no preço do petróleo.
Ao mesmo tempo, Teerão colocou sob ameaça o Estreito de Ormuz, restringindo o tráfego de petroleiros. A medida provocou a subida do preço do barril, que rondava 120 dólares, refletindo maior incerteza no mercado global.
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