Um ataque com mísseis disparados do Irão contra Israel deixou uma vítima mortal neste quarta-feira, um trabalhador estrangeiro no centro do país, segundo a Magen David Adom. O corpo foi encontrado inconsciente com ferimentos graves, a cerca de 20 km a nordeste de Telavive, entre fragmentos de metal espalhados.
As Forças Armadas de Israel reportaram ter identificado mísseis em direção ao território e disseram estar a intercetar a ameaça. O Exército explicou que a explosão ocorreu por mísseis com ogivas de fragmentação, que libertam dezenas de submunições, dificultando a interceção.
Mísseis atingem também território palestiniano
O Crescente Vermelho Palestiniano informou, em simultâneo, que ocorreram as primeiras mortes causadas por mísseis iranianos em território palestiniano no atual conflito. A EFE refere três vítimas confirmadas e 13 feridos na área de Hebron, na Cisjordânia ocupada.
A agência contou com a receção de cinco ambulâncias na área de Beit Awwa, onde houve encerramento de vias de acesso pelas autoridades israelitas. O Cairo indicou dificuldades de deslocação devido aos controlos rodoviários na região.
O Crescente Vermelho Palestiniano descreveu atrasos significativos nas operações de resgate, apelando à criação de corredores humanitários seguros para facilitar a entrada de equipas médicas, em linha com o direito internacional humanitário.
Contexto do conflito e dados adicionais
Desde a meia-noite de quarta-feira, o país registou 10 ataques com mísseis lançados pelo Irão. Antes desta vaga, 14 pessoas tinham morrido nos 19 dias de conflito entre Israel e o Irão, que se intensificou após ataques norte-americanos.
Em resposta, os Estados Unidos e Israel lançaram, no fim de fevereiro, ações militares contra o Irão. O Irão encerrou o estreito de Ormuz e respondeu com ataques a alvos em Israel e a outras infraestruturas na região, incluindo a Arábia Saudita, os Emirados, o Qatar e o Líbano.
Até agora, o Irão registra centenas de mortos desde o início do conflito, e o HRANA indicou, a 11 de março, mais de 1.800 mortes, com quase 1.300 civis entre os falecidos, incluindo crianças.
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