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O que sabemos sobre o ataque aéreo a uma escola no Irão, verificação de factos

Escola primária de Shajarah Tayyebeh, no sul do Irão, atingida num ataque a base naval vizinha; mais de 170 mortos impulsionam investigações e reação internacional

Retratos de crianças da escola primária Shajarah Tayyebeh, mortas num ataque aéreo, são mostrados em Tunes, Tunísia, quinta-feira, 12 de março de 2026.
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Tragédia em Shajarah Tayyebeh: ataque aéreo a escola no Irão deixa mais de 170 mortos

Um míssil atingiu a escola primária Shajarah Tayyebeh, no sul do Irão, a 28 de fevereiro, matando mais de 170 pessoas, incluindo crianças. O ataque ocorreu num momento de ofensiva militar na região, envolvendo também uma base naval adjacente gerida pelo Corpo de Guardas da Revolução Islâmica. As autoridades iranianas estenderam a contagem de vítimas para além de 100 crianças, segundo relatos oficiais.

Segundo informações disponíveis, o ataque teve lugar ao mesmo tempo que o bombardeamento da base naval vizinha. Imagens de satélite indicam que as duas instalações estão próximas, sugerindo que o bombardeio fazia parte de uma operação de combate mais ampla na área de Hormozgan. A coordenação entre ataques terá sido uma das evidências analisadas pela comunidade internacional.

As forças dos EUA afirmaram que a operação, designada Operação Fúria Épica, visava desestruturar centros de comando e controlo da Guarda Revolucionária ao longo da costa. Houve uso de mísseis Tomahawk, com a particularidade de serem citados como parte do material de lançamento do ataque. A explicação oficial sustenta que o objetivo era a supremacia militar regional.

A responsabilidade permanece em investigação. Testemunhos de fontes próximas indicam que a peça de informação pode ter sido mal interpretada ou desatualizada, o que levaria a dúvidas sobre o alvo declarado. O jornal NYT revelou uma revisão preliminar que aponta falhas de classificação que teriam levado ao ataque.

O Irão acusou os EUA e Israel de terem participado no episódio, mantendo que os ataques não ficariam sem resposta. Israel negou qualquer envolvimento direto, assegurando não haver ligação com a escola. O Governo iraniano pediu garantias de retaliação e cuidado com civis em operações futuras.

A União Europeia e diversas entidades internacionais pediram contenção e proteção de civis, enquanto a UNESCO classificou o ataque como uma grave violação do direito humanitário. As investigações continuam para apurar responsabilidades e esclarecer a sequência de eventos.

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