Hannah Neumann, presidente da delegação do Parlamento Europeu para o Irão, afirmou que Donald Trump está a arriscar a vida de cerca de 90 milhões de iranianos. A observação surge numa altura de intensificação do conflito no Médio Oriente.
A eurodeputada sublinhou que não pode apoiar uma guerra sem objetivos claros e sem uma estratégia definida. Enfatizou que a mudança de regime não deve ser imposta apenas por via militar.
Neumann lembrou que a nomeação de Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, marca continuidade de repressão, e disse que o perfil não corresponde às aspirações de muitos iranianos.
Trump, por sua vez, indicou que a guerra deve terminar em breve, sem apresentar um cronograma. Discrepâncias anteriores sobre o objetivo final, incluindo derrubar o regime ou promover uma transição, foram destacadas pela dirigente.
Contexto internacional
A dirigente europeia pediu uma abordagem diplomática para desanuviar o conflito, defendendo o envolvimento da comunidade internacional e de países da região.
Ela apontou que o bloco tem um papel a desempenhar na promoção de uma solução que envolva uma ampla coligação interna e externa ao Irão, sem recorrer a ações militares.
Neumann reiterou que qualquer mudança significativa no Irão exige colaboração entre cidadãos, agentes da sociedade civil e representantes políticos, dentro e fora do país.
Perspetivas da UE
A delegação da UE tem mostrado uma resposta fragmentada, com alguns governos a condenarem ataques anteriores. A eurodeputada defende o reforço da diplomacia e a cooperação com os parceiros do Golfo para clarificar intenções e objetivos.
O objetivo é evitar consequências humanitárias e regionais graves, mantendo o foco em uma solução política sustentada. A analista destacou ainda que a responsabilidade pela desanuviação deve recair sobre todos os intervenientes, incluindo EUA e Israel.
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