- Confrontos em Alepo entre o governo sírio e as forças curdas já causaram pelo menos 21 mortes desde terça-feira.
- Civis fugiram em massa; a ONU estima cerca de 30 mil famílias deslocadas pela violência.
- Um cessar-fogo anunciado permitiu a evacuação de combatentes para a região autónoma curda, com civis a usar dois corredores humanitários.
- O Exército sírio retomou o bombardeamento de posições em Sheikh Maqsoud; as forças curdas disseram ter repelido ataques de grupos leais ao governo.
- A violência contínua ocorre no quarto dia consecutivo, envolvendo o bairro curdo e o cumprimento de acordos de março sobre a administração autónoma curda.
O exército sírio intensificou os bombardeamentos no bairro de Sheikh Maqsoud, em Alepo, onde se concentram combatentes curdos. O balanço parcial aponta para pelo menos 21 mortos desde terça-feira, num confronto entre o governo e os curdos.
Civis fugiram em massa da área, com a ONU a estimar cerca de 30 mil famílias deslocadas pela violência. O conflito é um dos mais graves na segunda maior cidade síria desde o início da crise atual.
Um cessar-fogo foi anunciado pelas autoridades, com a promessa de evacuar combatentes curdos cercados nos bairros de Sheikh Maqsoud e Ashrafieh para a região autónoma curda no nordeste do país. Durante o dia, o exército autorizou dois corredores humanitários para civis.
Corridors e posições
Os autocarros para retirar combatentes estavam disponíveis, mas os curdos recusaram rendição, afirmando que pretendem defender os bairros. O Exército Sírio comunicou a retoma do bombardeamento de posições militares em Sheikh Maqsoud, solicitando que a população deixasse a zona.
O Ministério da Defesa afirmou ter destruído um depósito de munições em uma posição alvo. Um jornalista da AFP perto do terreno descreveu intenso bombardeamento de artilharia e tiroteios ao final do dia.
Direção dos combates
O Exército informou ter registado três baixas entre as suas forças após confrontos com as curdas, anunciando o início de uma operação de verificação de combatentes no bairro, antes de entregar a área às forças de segurança. As curdas reportaram que o bairro continua a sofrer bombardeamentos contínuos.
O episódio acontece no contexto de confrontos entre forças centrais e curdas, que tentam aplicar um acordo de março último para integrar instituições da administração autónoma curda e as suas forças no território sírio.
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