- Álvaro Santos, indicado por PSD e PS, foi eleito presidente da CCDR-Norte e disse que quer dar início a um novo ciclo na região.
- A candidatura de Álvaro Santos frente a António Cunha foi a única com dois candidatos; Cunha lamentou o resultado e apontou a presença de lógicas centralistas como oposição.
- Nas restantes CCDR foram eleitos Ribau Esteves (Centro), Teresa Mourão Almeida (Lisboa e Vale do Tejo), Ricardo Pinheiro (Alentejo) e José Apolinário (Algarve).
- Os presidentes das câmaras elegeram também os vice-presidentes das CCDR: Norte ficou com Ricardo Bento, Centro com Nuno de Almeida, Lisboa e Vale do Tejo com José Alho, Alentejo com Aníbal Coelho da Costa e Algarve com Jorge Botelho.
- As urnas abriram entre as 16h00 e as 20h00, com 4.126 autarcas de 86 municípios a votar no Norte; cada CCDR terá ainda dois vice-spresidentes e cinco nomeações do Governo para áreas específicas.
Álvaro Santos, indicado por PSD e PS, foi eleito presidente da CCDR Norte e afirmou à Lusa que pretende iniciar um novo ciclo para a região. O anúncio chega após a votação realizada esta segunda-feira.
Segundo o Ministério da Economia e da Coesão, as eleições resultaram na escolha de Álvaro Santos (PSD) para a CCDR-Norte, Ribau Esteves (PSD) para a CCDR Centro, Teresa Mourão Almeida (PS) para Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro (PS) para o Alentejo e José Apolinário (PS) para o Algarve.
Ao lado dos presidentes, foram eleitos, também nesta segunda-feira, os vice-presidentes por cada CCDR, escolhidos pelos presidentes das câmaras: Ricardo Bento (Norte), Nuno de Almeida (Centro), José Alho (Lisboa e Vale do Tejo), Aníbal Coelho da Costa (Alentejo) e Jorge Botelho (Algarve).
A CCDR Norte registou apenas uma candidatura, a de Álvaro Santos, que partilha o apoio entre PSD e PS, frente a António Cunha, presidente em funções desde 2020 e que liderava uma lista independente. Cunha afirmou que o seu percurso foi um bom combate.
A eleição decorreu entre as 16h00 e as 20h00, com participação de 4.126 autarcas de 86 municípios do território do Norte. O processo é indireto, por colégio de autarcas, dos quais se elegem os presidentes das CCDR.
Os presidentes das CCDR são eleitos para mandatos de quatro anos, por um colégio que inclui presidentes de câmara, assembleias municipais, vereadores e presidentes de juntas de freguesia. No continente, excedem 10.700 autarcas nesta votação.
As CCDR são institutos públicos com autonomia administrativa e financeira. Têm como missão executar medidas de desenvolvimento regional e gerir fundos comunitários, desconcentrando serviços da Administração Central.
Além do presidente, cada CCDR terá um vice-presidente escolhido pelo conselho da região (que não inclua autarcas) e cinco nomeados pelo Governo para áreas como educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura, que reportam diretamente ao executivo nacional.
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