- A Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede da Transtejo nesta quarta-feira, para obter documentação sobre a compra das baterias.
- A operação envolve as dez embarcações elétricas compradas pela empresa por 52,4 milhões de euros, das quais nove chegaram sem as baterias, tornando-as inoperacionais.
- O Tribunal de Contas considerou o negócio lesivo para o interesse público e travou a compra das baterias em falta, no valor de 15,5 milhões de euros.
- O TC remeteu o caso ao Ministério Público e, na sequência, o Conselho de Administração pediu exoneração.
- A investigação centra-se na aquisição das baterias e nas possíveis consequências administrativas e de dano ao interesse público.
A Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede da Transtejo, na quarta-feira, para obter documentação sobre a compra de baterias para as dez embarcações elétricas da empresa. O caso envolve um investimento de 52,4 milhões de euros, de acordo com as informações em análise.
Nove navios chegaram sem as baterias, o que tornou as embarcações inoperacionais. O Tribunal de Contas considerou o negócio lesivo para o interesse público e travou a aquisição das baterias em falta, no valore de 15,5 milhões de euros, remarcando que as falhas impediam o funcionamento adequado.
O TC comparou a situação a adquirir um automóvel sem motor ou uma bicicleta sem pedais, salientando vias de irregularidade no negócio. O levantamento gerou, posteriormente, o envio do caso ao Ministério Público e motivou o pedido de exoneração do Conselho de Administração.
Investigação em curso
A PJ está a recolher documentação na sede da Transtejo para esclarecer a compra das baterias e apurar possíveis danos ao interesse público e responsabilidades administrativas associadas ao processo. Não se conhecem até ao momento conclusões da investigação ou eventuais implicações para a gestão da empresa.
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