- O ministro da Educação defende usar inteligência artificial para otimizar a gestão do sistema educativo, com a meta de concluir a reforma até ao final de 2027.
- O objetivo é reduzir as desvantagens de um sistema altamente centralizado, consolidando dados e sistemas de informação, incluindo os concursos de colocação de professores.
- O Governo está a rever procedimentos e a integrar IA nos sistemas de informação para eliminar burocracia, citando exemplos de pessoas a analisar milhares de processos em papel.
- O planeamento passa por discutir o papel da IA na qualidade do sistema educativo e por garantir igualdade de acesso às competências digitais, evitando aprofundar desigualdades.
- O contexto inclui a proibição de smartphones em parte do ensino, a preparação de uma reforma dos espaços escolares fora da sala de aula e a participação do ministro na Futurália.
O ministro da Educação defendeu que a inteligência artificial pode otimizar a gestão escolar e reduzir as desvantagens de um sistema altamente centralizado, numa reforma com prazo dado até ao final de 2027. A afirmação foi feita durante o encerramento da conferência sobre Educar e Aprender na Era da Inteligência Artificial, no âmbito do TECH_EDU, em Lisboa.
Fernando Alexandre destacou que o sistema educativo português é um dos mais centralizados do mundo, o que facilita a consolidação de bases de dados, mas compromete a utilidade dos dados gerados. O objetivo é integrar a IA nos sistemas de informação para acelerar processos e eliminar entraves.
O governante referiu que há trabalho a fazer nos serviços centrais, onde milhares de processos continuam a ser analisados em papel. O objetivo é reduzir burocracia e tornar a gestão mais ágil, mantendo critérios de qualidade e rigor.
IA como ferramenta estratégica na gestão educativa
O ministro reiterou que o primeiro desafio é definir como usar a IA para gerir bem o sistema educativo, com uma meta de conclusão da reforma até ao final de 2027. A política visa também melhorar a atribuição de professores e a participação em concursos de colocação.
Foi sublinhado que a IA não substitui o papel dos docentes, mas pode elevar a qualidade do sistema, desde que exista acesso igual à tecnologia e formação adequada. O Governo quer evitar o aprofundamento das desigualdades no acesso a ferramentas digitais.
O Fórum de discussão incluiu ainda o papel da tecnologia na qualidade educativa, com especial atenção à formação de competências digitais como parte do futuro mercado de trabalho. O ministro mencionou que existem dimensões da inteligência que não podem ser artificiais.
Medidas em preparação e monitorização
Além disso, o Governo está a preparar uma reforma dos espaços escolares fora da sala de aula, com foco no desenvolvimento de competências para o futuro. Quanto às regras sobre o uso de smartphones, a implementação será monitorizada e um estudo será apresentado no final do ano letivo.
A inspeção educativa está a acompanhar a situação. Um inquérito da Inspeção-Geral da Educação e Ciência a dois diretores, relacionado com a presença de influenciadores nas escolas, está a decorrer sem conclusão até ao momento. Um grupo de trabalho já foi criado para emitir orientações.
A 17.ª Futurália abriu na Feira Internacional de Lisboa, reunindo centenas de entidades ligadas ao ensino superior, técnico e à formação. O ministro esteve presente na inauguração e acompanhou a visita de milhares de jovens ao evento.
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