- O presidente da Câmara da Marinha Grande pediu ao Governo uma postura mais construtiva após o ministro da Economia responsabilizar as autarquias pela demora na avaliação de casas afetadas pelo mau tempo.
- Paulo Vicente pediu uma atuação mais colaborativa e alinhada com a realidade local, defendendo que as autoridades têm estado mobilizadas desde o início.
- O ministro da Economia e Coesão Territorial afirmou que há 25 mil candidaturas a apoios, no valor de 143 milhões de euros, e que o atraso se deve à demora na avaliação pelas Câmaras Municipais.
- Os apoios são concluídos em até três dias úteis para despesas até cinco mil euros e até quinze dias úteis para os restantes, com vistorias municipais.
- A CIM Região de Leiria também rejeitou a responsabilização das autarquias, dizendo que as regras e os métodos de funcionamento foram definidas pelo Governo e que as autarquias enfrentam um cenário de grande gravidade.
O presidente do Município da Marinha Grande pediu ao Governo uma postura mais construtiva após as declarações do ministro da Economia que responsabilizaram as autarquias pela demora na avaliação das casas afetadas pela depressão Kristin. A responsável nota foi enviada à Lusa.
Paulo Vicente afirmou que as autarquias têm sido mobilizadas para apoiar as populações desde o início e que atribuir atrasos às câmaras não reflete a realidade do terreno. O autarca frisou que as regras foram definidas pelo Governo e que o esforço municipal tem limitação de recursos.
O autarca da Marinha Grande destacou que a verificação das candidaturas foi imposta às autarquias sem reforço técnico, humano ou financeiro suficiente. O município tem trabalhado na avaliação de habitações permanentes, recuperação de infraestruturas e gestão da emergência.
Reação institucional
A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria classificou as declarações do ministro como injustas e desleais. Em comunicado, a CIM destacou que as regras e o modelo de funcionamento foram definidos pelo Governo.
A CIM lembrou que a Região de Leiria foi uma das mais afetadas e reiterou que as autarquias enfrentam uma realidade operacional complexa. As críticas enquadram o debate sobre o atraso na distribuição dos apoios económicos.
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