- A ascensão da direita na América Latina ganha impulso com as políticas e o apoio de Donald Trump, influenciando líderes como Bolsonaro, Bukele e Milei.
- Na Colômbia, Abelardo de la Espriella venceu as eleições e vai substituir Gustavo Petro em agosto, mantendo uma relação próxima com a Administração Trump, que prometeu cooperação regional.
- No Peru, Keiko Fujimori lidera as contagens contra Roberto Sánchez, defendendo linha dura contra crime e imigração irregular e manifestando desejo de aproximação com Washington.
- Nos Estados Unidos, a nova estratégia de segurança nacional cria “doutina Donroe” de intervenção em eleições e reforço da cooperação com governos aliados na região, condicionando ajuda a ganhos pró-Washington.
- Honduras viveu alegações de manipulação eleitoral envolvendo Trump e Israel, com indícios de apoio a ex‑presidente Juan Orlando Hernández; na Colômbia, houve detenção de ativista ligado à campanha de Cepeda, visto como pressões externas.
América Latina vive um momento de viragem político-ideológico, marcado pela aproximação entre a esquerda e a direita moderada sob a sombra de políticas norte-americanas. After 2019, o continente tem observado uma sequência de vitórias da direita, influenciadas por apoio externo e estratégias de cooperação regional.
Na Colômbia, Abelardo de la Espriella, sem carreira política anterior, venceu as eleições e tomará posse a 6 de agosto, substituindo Gustavo Petro. O resultado aponta para uma mudança histórica no confronto entre esquerda e direita no país.
Em Peru, Keiko Fujimori lidera a contagem após a campanha centrada no endurecimento da segurança e da imigração. O contexto sugere continuidade de políticas alinhadas com uma visão dura perante desafios internos e externos.
Entre os protagonistas da região, Jair Bolsonaro no Brasil e Nayib Bukele em El Salvador aparecem como exemplos de uma direita que dialoga com modelos de governo de Trump. Ambos partilham retórica nacionalista e estilos de liderança assertivos.
Javier Milei, na Argentina, José Antonio Kast, no Chile, Daniel Noboa, no Equador, Rodrigo Paz, na Bolívia, e Santiago Peña, no Paraguai, integram o grupo que segue trajetórias próximas das políticas norte-americanas. A onda é ampla e diversificada.
A adulação de Trump por Bukele ficou evidente na relação pessoal e nas ações de governo de El Salvador, com foco na redução da criminalidade e na aposta em criptomoedas. O alinhamento em temas de segurança e economia marcou a parceria.
A Argentina de Milei também exhibe uma relação próxima a Washington, com viagens ao país e apoio a medidas de reforma econômica e institucional, descrevendo uma cooperação estreita com o governo norte-americano.
Nos Estados Unidos, a chamada doutrina Donroe reforça o papel de Washington na região, buscando parcerias estratégicas e influindo no cenário eleitoral. A estratégia inclui condicionantes de ajuda e cooperação em segurança.
Em Honduras, emergem controvérsias sobre intervenções norte-americanas, com áudios que sugerem apoio a eleições favoráveis a aliados de Trump. A situação revela um debate sobre injerência externa e transparência.
Na Colômbia, a campanha de De la Espriella provocou críticas a supostas ingerências de Washington. A prisão de um ativista ligado à campanha de Cepeda elevou tensões entre Lisboa e a Administração norte-americana.
A expansão de alianças entre EUA e líderes de direita na América Latina transforma o mapa político regional. O eixo entre cooperação econômica, segurança e intervenções eleitorais redefine o alinhamento ideológico do continente.
Caso Honduras, a detenção de figuras associadas a políticas migratórias intensas gerou controvérsia sobre o papel de Washington em eleições locais, alimentando o debate sobre independência institucional.
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