- O líder norte-coreano disse que exercer a condição de Estado nuclear é a forma mais adequada de enfrentar a imprevisível situação político‑militar mundial.
- Kim Jong‑un responsabilizou os Estados Unidos pela violência na Europa e no Médio Oriente, criticando a ganância das potências hegemónicas.
- A intervenção ocorreu numa reunião do Comité Central do Partido dos Trabalhadores, que decorreu entre sábado e segunda‑-feira, segundo a KCNA.
- Foi ordenado o reforço do armamento convencional e a aceleração da construção de um cruzador de mísseis guiados estratégicos de dez mil toneladas.
- A Coreia do Norte mantém o estatuto de Estado nuclear e a posição de não abandonar as armas atómicas, apesar de sanções internacionais.
Kim Jong-un afirmou que a Coreia do Norte vai exercer a condição de Estado nuclear como resposta à atual imprevisibilidade da segurança global. A afirmação foi feita numa reunião do Comité Central do Partido dos Trabalhadores no poder, que decorreu entre sábado e segunda-feira, segundo a agência KCNA.
O líder norte-coreano responsabiliza os Estados Unidos pela violência na Europa e no Médio Oriente, atribuindo à ganância dos blocos hegemónicos a intensificação de confrontos mundiais. A KCNA aponta que incidentes inimagináveis estão a ocorrer devido a essa postura.
Para Kim, expandir e reforçar as forças nucleares é a via correta para lidar ativamente com um panorama político-militar cada vez mais complexo. Não são detalhadas ações específicas sobre o arsenal, mas a KCNA sublinha a decisão de fortalecer a capacidade nuclear.
Expansão nuclear e mobilização militar
A KCNA também indica que foi ordenado reforçar o armamento convencional e acelerar a construção de um cruzador de mísseis guiados estratégicos de dez mil toneladas. A medida insere-se numa retórica de dissuasão frente ao que Pyongyang vê como pressões externas.
O país mantém a posição de ser Estado nuclear, repetindo que não irá desarmar as armas atómicas. Este posicionamento acontece numa senda de tensões com sanções internacionais impostas pela ONU e por parte dos EUA.
Contexto internacional
A liderança norte-coreana afirma que as ações são uma resposta à situação regional e global, mantendo a confidencialidade sobre planos práticos. A notícia não detalha prazos para alterações no arsenal ou em capacidades estratégicas.
A Coreia do Norte continua a ser alvo de sanções e de monitorização internacional devido ao seu programa nuclear. As potências regionais acompanham com cautela os desenvolvimentos anunciados por Pyongyang.
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