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Eleitores suíços votam limite populacional de 10 milhões de habitantes

Votação na Suíça testa o limite populacional de 10 milhões até 2050, com receios de impacto económico e das relações com a União Europeia

ARQUIVO - Foto de 2 de agosto de 2011 mostra um cartaz do partido suíço de direita União Democrática do Centro (UDC) com a mensagem "Stop mass immigration."
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  • Eleitores suíços votam a iniciativa “Não a uma Suíça com 10 milhões!”, que visa limitar a população a menos de 10 milhões até 2050, proposta pelo Partido Popular Suíço (SVP).
  • A campanha sustenta que imigração descontrolada pressiona habitação, serviços públicos e ambiente; o SVP descreve a medida como de sustentabilidade.
  • Em 2025, a população era de cerca de 9,1 milhões, com aproximadamente 27% dos residentes sem nacionalidade suíça.
  • Se a população passar dos 9,5 milhões, o parlamento terá de restringir asilo e reagrupamento familiar; aos 10 milhões, os acordos de livre circulação com a União Europeia podem ser rescindidos.
  • As sondagens apontam para uma rejeição com margem estreita; governo e grandes empresas alertam que a medida prejudicaria a economia e relações com a UE, afetando setores dependentes de mão de obra estrangeira.

Os eleitores suíços vão votar no domingo a iniciativa “Não a uma Suíça com 10 milhões!”, que pretende limitar a população do país a menos de 10 milhões até 2050. A medida foi apresentada pelo Partido Popular Suíço, o SVP, após recolha de assinaturas.

A campanha sustenta que a imigração descontrolada pressiona o mercado de habitação, os serviços públicos e o ambiente. O SVP descreve a proposta como uma medida de sustentabilidade e responsabilidade demográfica.

Para além do limiar de 10 milhões, o texto define que, se a população passar de 9,5 milhões, o parlamento deverá restringir as vias de asilo e de reagrupamento familiar. O objetivo é evitar pressões adicionais na economia.

A sondagem aponta para uma rejeição com margem estreita. O Governo e grandes entidades empresariais manifestam-se contra, argumentando que a medida pode prejudicar a economia e a relação com a UE.

Impacto económico e setorial

Críticos destacam que muitos setores dependem de mão de obra estrangeira, incluindo áreas como investigação médica, construção e saúde. Na hotelaria, mais de metade dos trabalhadores são migrantes, segundo a associação setorial.

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