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Europa bloqueia IA da Anthropic após alerta sobre Fable 5 e Mythos 5

Reação europeia ao bloqueio da Anthropic a Fable 5 e Mythos 5 expõe aposta na soberania tecnológica e no aumento de investimento em IA própria

Dario Amodei, CEO e cofundador da Anthropic, participa na reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, em 23 de janeiro de 2025.
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  • A Anthropic suspendeu o acesso ao Fable 5 e ao Mythos 5 para cidadãos estrangeiros, após uma ordem do governo dos Estados Unidos por motivos de segurança nacional.
  • A empresa disse ter recebido uma carta oficial que ordena a suspensão do acesso aos modelos, levando-a a desativar rapidamente os serviços para todos os clientes.
  • Na Europa, políticos reagiram de forma uníssona, considerando o episódio um teste à soberania tecnológica e a necessidade de investir mais em capacidades próprias.
  • Figuras como Bruno Retailleau, Geert Wilders e Al Carns comentaram o caso, defendendo maior autonomia tecnológica europeia e a importância de desenvolver modelos nacionais.
  • O debate foi ampliado por declarações de líderes e deputados, que destacaram a corrida geopolítica pela IA e a necessidade de reforçar o investimento e o controlo sobre infraestruturas tecnológicas.

A Anthropic anunciou a suspensão do acesso aos seus modelos de IA Fable 5 e Mythos 5 após receber uma ordem do governo dos EUA. A medida, alegadamente ligada a motivos de segurança nacional, afetou cidadãos estrangeiros que utilizavam esses sistemas. A notícia chegou na noite de sexta-feira e ocorreu no contexto de uma diretiva associada à administração Trump.

A empresa explicou que a ordem obrigava a desativação dos modelos para todos os clientes, de forma abrupta, para cumprir as instruções. A reação internacional não tardou, com autoridades e especialistas a questionarem a resiliência de infraestruturas tecnológicas dependentes de plataformas estrangeiras. O debate passou a abranger a soberania digital europeia.

Além disso, a medida acendeu um debate sobre investimento europeu em IA e liderança tecnológica, numa altura em que vários actores regionais defendem mais autonomia estratégica.Os governos europeus já vêm a acompanhar de perto a evolução do tema e analisam impactos em indústria, investigação e serviços públicos.

Reações na Europa

Vários políticos reagiram de forma crítica à decisão, destacando a necessidade de reforçar capacidades nacionais. Observadores apontam que a suspensão expõe dependências externas na cadeia de desenvolvimento de IA e incentivam projetos locais.

Entre os autodenominados especialistas, o risco de desincentivar colaborações internacionais foi referido, bem como a urgência de investir em modelos desenvolvidos no próprio território. A discussão também abordou políticas de regulação e financiamento para IA soberana.

Alguns líderes sublinharam a importância de manter a Europa competitiva, com foco em formação, inovação e proteção de dados. O tema foi apresentado como teste à resiliência tecnológica da região face a medidas de exceção em potências externas.

A comunidade política manteve o tom de cautela, enfatizando que a IA é vista como infraestrutura crítica. A necessidade de equipar a Europa com meios para dominar tecnologias que moldam o século XXI foi destacada como prioridade estratégica.

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