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Irão suspende negociações com EUA através de mediadores, segundo meios iranianos

Irão suspende negociações com os EUA via mediadores e avança para encerramento do estreito de Ormuz, alegando crimes de Israel no Líbano

ARQUIVO: Membros da Guarda Revolucionária do Irão desfilam num desfile militar anual perto de Teerão, 22 de setembro de 2023
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  • O Irão suspendeu, esta segunda-feira, todas as negociações indiretas com os EUA através de mediadores.
  • Teerão diz querer encerrar totalmente o estreito de Ormuz e ativar outras frentes, incluindo o estreito de Bab al-Mandab, em resposta aos “crimes contínuos” de Israel no Líbano.
  • A suspensão ocorre numa altura em que o cessar-fogo entre EUA e Irão está fragilizado e as negociações para prolongar esse acordo enfrentam impasses.
  • O Irão reclama retirada completa das forças israelitas do Líbano e responsabiliza Washington pela conduta militar de Israel, exigindo influência norte-americana como condição para retomar o diálogo.
  • O anúncio foi feito pela agência Tasnim (ligada à Guarda Revolucionária), e surge no contexto de uma rede de conflitos regionais que envolve o Hezbollah, o Hamas, os Houthis e várias milícias xiitas apoiadas pelo Irão.

O Irão suspendeu, na segunda-feira, todas as negociações indiretas com os Estados Unidos através de mediadores, avançou a agência Tasnim, próxima das Guardas Revolucionárias. A decisão ocorre num momento em que as negociações para prolongar o cessar-fogo e encerrar a guerra estão estagnadas.

A Tasnim indica que a suspensão decorre dos crimes contínuos de Israel no Líbano. A agência informou também que o Irão e o Eixo da Resistência pretendem encerrar o estreito de Ormuz e explorar outras frentes, incluindo o estreito de Bab al-Mandab, como forma de retaliar Israel.

A agência descreve que o Líbano foi uma condição para o cessar-fogo e que este cessar-fogo foi violado em várias frentes, incluindo o Líbano. Além disso, o Irão exige a retirada total de forças israelitas do Líbano, conforme a Tasnim.

Contexto dos desfechos

O Irão reforçou as suas exigências para um possível acordo com os EUA, ampliando as condições para qualquer entendimento e apresentando-se como vencedor da guerra. Pequenas mudanças na negociação passaram a depender da influência dos EUA sobre Israel.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou que uma violação numa frente equivale a violação em todas as frentes, apontando responsabilidade a Estados Unidos e Israel. O presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusou Washington de impedir portos iranianos e de não travar a ofensiva no Líbano.

O conflito envolve o Hezbollah libanês, ligado ao Irão, e Israel. O cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e Líbano entrou em vigor a 16 de abril, mas o Irão afirma que o acordo mais amplo abrange também o Líbano.

Situação atual e implicações

Desde o início do conflito, as conversações EUA-Irão passaram a tratar do estreito de Ormuz, das reservas de urânio enriquecido e de sanções. Fontes norte-americanas indicam que o memorando de 60 dias previa navegação sem restrições e levantamento de sanções, entre outros pontos.

O interesse de Washington em um acordo inclui o possível desbloquear de bebidas de petróleo iraniano. O acordo aguardava aprovação de Donald Trump e de Mojtaba Khamenei, conforme relatos de várias fontes. A situação permanece incerta e em transformação.

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