- O Irão, através dos Guardas da Revolução, travou negociações com os Estados Unidos até cessarem as operações de Israel no Líbano e em Gaza.
- Israel mantém a incursão no interior do Líbano, a mais profunda desde a retirada de há 26 anos, dificultando qualquer traçado de paz com o Hezbollah.
- As negociações entre Washington e Teerão, mediadas pelo Paquistão, ficam suspensas devido à escalada bélica no Líbano.
- O Irão ameaça bloquear o estreito de Hormuz e activar outras frentes, apesar de o presidente ter alegadamente dito estar disponível para facilitar a navegação mundial.
- A periferia de Beirute e o sul do Líbano vivem deslocações massivas de civis, com ordens de retirada e aumento dos ataques do Hezbollah contra o norte de Israel; houve registo de ataque a um navio no Golfo Pérsico.
O Irão terá travado qualquer interação com os EUA enquanto não encerrarem as operações de Israel no Líbano e em Gaza, segundo a Tasnim, agência próxima dos Guardas da Revolução. As negociações com Washington, mediadas pelo Paquistão, ficam suspensas em protesto contra a escalada bélica na região.
A posição iraniana surge num contexto em que Israel intensifica ataques no sul do Líbano e no vale de Beqaa, após rumores de acordo com os EUA que teriam marginalizado o papel de Israel no processo. Dados oficiais indicam que Teerão condiciona uma possível trégua à retirada das ações em território libanês.
Segundo a Tasnim, o Irão e a sua frente de resistência preveem medidas que incluem o bloqueio total do estreito de Ormuz e a ativação de outras frentes, como o Bab el-Mandeb, como resposta a este conflito. O objetivo alegado é pressionar economicamente adversários regionais e internacionais.
Numa linha diferente, a IRNA cita o Presidente Masoud Pezeshkian, que disse a uma dirigente japonesa que o Irão está pronto a facilitar o tráfego marítimo no Ormuz. A declaração, feita a Sanae Takaichi, aponta para uma dissociação entre o discurso militar e as vias diplomáticas.
A UKMTO informou que recebeu um relatório sobre um cargueiro atingido por projétil não identificado no Golfo Pérsico, a sudeste de Umm Qasr, no Iraque. O incidente eleva as tensões numa região já marcada por conflitos entre várias partes.
Beirute permanece sob ameaça de novos bombardeamentos. A área de Dahiyeh, predominantemente xiita e com forte apoio ao Hezbollah, viu milhares de habitantes abandonar a zona. Estradas para o sul ficaram congestionadas com fugas da população.
As Forças de Defesa de Israel têm ordens para bombardear subúrbios ao sul de Beirute, prática que não ocorria desde o cessar-fogo de 16 de abril. Ao mesmo tempo, o Hezbollah intensificou ataques ao Norte de Israel, elevando o risco de escalada regional.
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