A Europa está a preparar-se para reduzir a dependência da China em setores estratégicos, especialmente os ligados à segurança económica e à transição verde. A Comissão Europeia anunciou, a 29 de maio, novas medidas para reequilibrar as relações económicas com Pequim, com foco na redução de riscos e na diversificação de cadeias de abastecimento.
Dados recentes apontam que a China continua a ser uma fonte dominante para a UE. O défice comercial com a China atingiu 359,9 mil milhões de euros no ano passado, com as importações da UE a crescerem 6,4% em 2025 para 559,4 mil milhões de euros, representando 22,3% do total de compras externas.
Segundo estudo da Comissão de 2024, a UE depende de países terceiros para 204 produtos, 64 dos quais vêm da China. A China fornece 100% dos elementos pesados de terras raras, 98% dos painéis solares e 54,4% das máquinas e veículos.
A Comissão quer agir sobretudo nos setores automóvel, tecnologias verdes e máquinas. Pretende aumentar a capacidade de produção, reforçar as reservas e diversificar as cadeias de abastecimento, com especial ênfase em matérias-primas e componentes para tecnologias limpas.
Entre os instrumentos já em vigor para mitigar vulnerabilidades estão o Regulamento das Matérias-Primas Críticas, a Lei do Acelerador Industrial, a Lei dos Chips da EU e o Regulamento Indústria de Impacto Zero. A implementação poderá implicar custos maiores e avanços mais lentos na transição.
A estratégia pretende, ainda, reduzir dependências excessivas e endurecer o controlo sobre pontos de estrangulamento que conferem influência a Pequim, procurando uma autonomia estratégica maior para a UE.
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