Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Relatório: contas ligadas a sancionados pela UE usam monetização

Relatório aponta que 21 contas associadas a sancionados pela UE manteram monetização após as sanções, com algumas já removidas pelas plataformas

Bandeira da União Europeia no átrio durante uma cimeira da UE no edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, segunda-feira, 17 de junho de 2024.
0:00
Carregando...
0:00
  • Investigadores da WHAT TO FIX identificaram 21 contas ligadas a Nathalie Yamb, Sylvain Afoua e Justin Tagouh que phaseavam ferramentas de monetização após as sanções da UE.
  • As contas, associadas a três indivíduos sancionados por interferência pró-Rússia, estavam no Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e X, com uma audiência conjunta superior a 4 milhões de seguidores.
  • As sanções da UE foram impostas em 2025, devido a atividades de influência externa pró-Rússia dirigidas a públicos em África e apoio a campanhas de desinformação pró-Kremlin.
  • Algumas funcionalidades de monetização foram removidas: TikTok eliminou uma conta associada a Afoua; YouTube retirou a monetização de Channel Membership ligada ao canal da Ligue de Défense Noire Africaine.
  • A WHAT TO FIX questiona a transparência dos mecanismos de monetização e defende avaliação de riscos sob a Lei dos Serviços Digitais da UE, em especial o artigo 34, para maior transparência.

A organização neerlandesa sem fins lucrativos WHAT TO FIX anunciou que várias contas associadas a três indivíduos sancionados pela UE continuaram a ter ferramentas de monetização ativas, mesmo após a imposição das sanções. A análise mapeou 21 contas em Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e X, reunindo uma audiência de mais de 4 milhões de seguidores.

Os alvos são Nathalie Yamb, Sylvain Afoua e Justin Tagouh, sancionados pela UE em 2025 por ingerência externa pró-Rússia. A UE acusa o trio de envolver-se em operações de influência em África e de apoiar campanhas pró-Kremlin. Yamb é uma influenciadora com elevada notoriedade e ligações a grupos pró-Rússia, segundo o Institute of Strategic Dialogue.

As investigações apontam que plataformas mantinham serviços de monetização há meses após as sanções, embora algumas ações tenham sido revertidas. A WHAT TO FIX detalha que o estudo avaliou acessos a monetização, não estimando valores pagos. Em janeiro, uma conta de X ligada a Yamb parecia monetizada, mas já não estava em abril.

Ações e respostas das plataformas

Entre janeiro e abril de 2026, funcionavam recursos de monetização como Facebook Stars, Creator Subscriptions, TikTok Subscriptions e YouTube Channel Memberships. O TikTok removeu uma conta associada a Afoua, após alerta da equipa de verificação. O YouTube retirou a funcionalidade de Channel Membership ligada ao canal da LDNA.

A WHAT TO FIX aponta que algumas contas foram desativadas posteriormente e que há questões sobre a triagem de criadores para monetização. A equipa defende maior transparência e avaliações de risco sob a legislação europeia de serviços digitais. A organização salienta a necessidade de medidas de mitigação por parte das plataformas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais