A organização neerlandesa sem fins lucrativos WHAT TO FIX anunciou que várias contas associadas a três indivíduos sancionados pela UE continuaram a ter ferramentas de monetização ativas, mesmo após a imposição das sanções. A análise mapeou 21 contas em Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e X, reunindo uma audiência de mais de 4 milhões de seguidores.
Os alvos são Nathalie Yamb, Sylvain Afoua e Justin Tagouh, sancionados pela UE em 2025 por ingerência externa pró-Rússia. A UE acusa o trio de envolver-se em operações de influência em África e de apoiar campanhas pró-Kremlin. Yamb é uma influenciadora com elevada notoriedade e ligações a grupos pró-Rússia, segundo o Institute of Strategic Dialogue.
As investigações apontam que plataformas mantinham serviços de monetização há meses após as sanções, embora algumas ações tenham sido revertidas. A WHAT TO FIX detalha que o estudo avaliou acessos a monetização, não estimando valores pagos. Em janeiro, uma conta de X ligada a Yamb parecia monetizada, mas já não estava em abril.
Ações e respostas das plataformas
Entre janeiro e abril de 2026, funcionavam recursos de monetização como Facebook Stars, Creator Subscriptions, TikTok Subscriptions e YouTube Channel Memberships. O TikTok removeu uma conta associada a Afoua, após alerta da equipa de verificação. O YouTube retirou a funcionalidade de Channel Membership ligada ao canal da LDNA.
A WHAT TO FIX aponta que algumas contas foram desativadas posteriormente e que há questões sobre a triagem de criadores para monetização. A equipa defende maior transparência e avaliações de risco sob a legislação europeia de serviços digitais. A organização salienta a necessidade de medidas de mitigação por parte das plataformas.
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