- Investigadores da WHAT TO FIX identificaram 21 contas ligadas a Nathalie Yamb, Sylvain Afoua e Justin Tagouh que phaseavam ferramentas de monetização após as sanções da UE.
- As contas, associadas a três indivíduos sancionados por interferência pró-Rússia, estavam no Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e X, com uma audiência conjunta superior a 4 milhões de seguidores.
- As sanções da UE foram impostas em 2025, devido a atividades de influência externa pró-Rússia dirigidas a públicos em África e apoio a campanhas de desinformação pró-Kremlin.
- Algumas funcionalidades de monetização foram removidas: TikTok eliminou uma conta associada a Afoua; YouTube retirou a monetização de Channel Membership ligada ao canal da Ligue de Défense Noire Africaine.
- A WHAT TO FIX questiona a transparência dos mecanismos de monetização e defende avaliação de riscos sob a Lei dos Serviços Digitais da UE, em especial o artigo 34, para maior transparência.
A organização neerlandesa sem fins lucrativos WHAT TO FIX anunciou que várias contas associadas a três indivíduos sancionados pela UE continuaram a ter ferramentas de monetização ativas, mesmo após a imposição das sanções. A análise mapeou 21 contas em Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e X, reunindo uma audiência de mais de 4 milhões de seguidores.
Os alvos são Nathalie Yamb, Sylvain Afoua e Justin Tagouh, sancionados pela UE em 2025 por ingerência externa pró-Rússia. A UE acusa o trio de envolver-se em operações de influência em África e de apoiar campanhas pró-Kremlin. Yamb é uma influenciadora com elevada notoriedade e ligações a grupos pró-Rússia, segundo o Institute of Strategic Dialogue.
As investigações apontam que plataformas mantinham serviços de monetização há meses após as sanções, embora algumas ações tenham sido revertidas. A WHAT TO FIX detalha que o estudo avaliou acessos a monetização, não estimando valores pagos. Em janeiro, uma conta de X ligada a Yamb parecia monetizada, mas já não estava em abril.
Ações e respostas das plataformas
Entre janeiro e abril de 2026, funcionavam recursos de monetização como Facebook Stars, Creator Subscriptions, TikTok Subscriptions e YouTube Channel Memberships. O TikTok removeu uma conta associada a Afoua, após alerta da equipa de verificação. O YouTube retirou a funcionalidade de Channel Membership ligada ao canal da LDNA.
A WHAT TO FIX aponta que algumas contas foram desativadas posteriormente e que há questões sobre a triagem de criadores para monetização. A equipa defende maior transparência e avaliações de risco sob a legislação europeia de serviços digitais. A organização salienta a necessidade de medidas de mitigação por parte das plataformas.
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