A Administração norte-americana sancionou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) do Irão. A ação, anunciada na quarta-feira, visa impedir o controlo de navios no estreito de Ormuz, alegando que a PGSA beneficia o regime iraniano.
A PGSA gere as autorizações de passagem no estreito e divulgou, recentemente, um mapa com reivindicações sobre uma vasta área marítima da região. Entre as exigências associadas ao trânsito estão portagens em várias formas de pagamento e a partilha de informação sensível sobre navios.
O Tesouro americano apontou que a PGSA pode ter fornecido apoio ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. A inclusão na lista restringe bens e direitos da entidade nos EUA ou sob controlo de cidadãos norte‑americanos.
Contexto e implicações
Quem estiver relacionado com a PGSA fica sujeito a bloqueios de ativos e a limitações a transações financeiras. Funcionários e entidades com participação de 50% ou mais também ficam abrangidos.
O Departamento do Tesouro proíbe qualquer apoio financeiro ou material à PGSA. As instituições financeiras podem enfrentar sanções se facilitarem operações com o organismo ou com entidades associadas.
As ações ocorrem num momento de tensão regional, com ataques dos EUA contra o Irão atribuídos a ações militares. O presidente norte‑americano tem defendido uma postura firme e a continuidade de medidas para restringir atividades vinculadas ao Irão.
O governo iraniano tem repetidamente reivindicado direitos ao trânsito no estreito e tem pressionado por pagamentos que considere justos. O tema continua a ser alvo de observação por parte de potências globais.
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