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EUA sancionam autoridade iraniana que gere o trânsito no Estreito de Ormuz

Washington sanciona a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) por facilitar o trânsito marítimo e apoiar o regime iraniano, com ativos bloqueados

O secretário do Tesouro norte‑americano, Scott Bessent
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  • O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou, na quarta‑feira, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), classificando-a como parte de uma tentativa iraniana de lucrar com navios que transitam pelo estreito de Ormuz.
  • A PGSA foi colocada na Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (OFAC), por alegadamente ter apoiado ou fornecido recursos à Guarda Revolucionária Islâmica do Irão.
  • A entidade gerencia pedidos de passagem pelo estreito de Ormuz e publicou um mapa que reforça as reivindicações iranianas sobre uma grande área marítima do estreito, incluindo exigências como pagamento de portagens e fornecimento de dados sensíveis dos navios.
  • O secretário do Tesouro, Scott Bessent, descreveu a ação como parte da ofensiva iraniana para extorquir o comércio marítimo mundial, referindo‑se à operação como evidência de recursos do regime.
  • No mesmo dia, forças norte‑americanas realizaram ataques contra o Irão, após Donald Trump ter dito que Teerão está a negociar em lume brando; Trump também indicou estar confiante numa resolução da guerra, apesar de negociações incertas.

A Administração norte-americana sancionou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) do Irão. A ação, anunciada na quarta-feira, visa impedir o controlo de navios no estreito de Ormuz, alegando que a PGSA beneficia o regime iraniano.

A PGSA gere as autorizações de passagem no estreito e divulgou, recentemente, um mapa com reivindicações sobre uma vasta área marítima da região. Entre as exigências associadas ao trânsito estão portagens em várias formas de pagamento e a partilha de informação sensível sobre navios.

O Tesouro americano apontou que a PGSA pode ter fornecido apoio ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. A inclusão na lista restringe bens e direitos da entidade nos EUA ou sob controlo de cidadãos norte‑americanos.

Contexto e implicações

Quem estiver relacionado com a PGSA fica sujeito a bloqueios de ativos e a limitações a transações financeiras. Funcionários e entidades com participação de 50% ou mais também ficam abrangidos.

O Departamento do Tesouro proíbe qualquer apoio financeiro ou material à PGSA. As instituições financeiras podem enfrentar sanções se facilitarem operações com o organismo ou com entidades associadas.

As ações ocorrem num momento de tensão regional, com ataques dos EUA contra o Irão atribuídos a ações militares. O presidente norte‑americano tem defendido uma postura firme e a continuidade de medidas para restringir atividades vinculadas ao Irão.

O governo iraniano tem repetidamente reivindicado direitos ao trânsito no estreito e tem pressionado por pagamentos que considere justos. O tema continua a ser alvo de observação por parte de potências globais.

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