- O vice-primeiro-ministro ucraniano para a Integração Europeia e Euro-Atlântica afirma que não há alternativa à adesão plena rápida à União Europeia, baseada no mérito.
- Taras Kachka rejeita a ideia de uma adesão associada à UE, dizendo que é inaceitável como opção em vez da adesão plena.
- Kiev quer abrir já, em junho, os seis clusters de negociação da adesão, antecipando o calendário que apontava para julho.
- A continuação do veto da Hungria depende de questões sobre minorias; Kiev garante respeito pela comunidade húngara e propõe avanços legais.
- Também há dúvidas sobre possíveis vetos de outros Estados-membros, nomeadamente pela Polónia, devido a preocupações com a agricultura ucraniana; negociações seguem em curso.
Taras Kachka, vice-primeiro-ministro ucraniano responsável pela Integração Europeia e Euro-Atlântica, afirmou à Euronews que não há alternativa à adesão plena e rápida à UE, baseada no mérito. A entrevista saiu numa altura em que Kiev tenta acelerar o processo de adesão.
Kiev defende abrir imediatamente os clusters de negociação com a UE, ultrapassando o calendário inicial de julho e avançando para junho. O objetivo é concluir o conjunto de reformas exigidas pela UE e assinar o tratado de adesão sob o artigo 49.º do Tratado da UE, segundo o político.
Posição sobre adesão à UE
Kachka descreveu a adesão plena como única opção viável para a Ucrânia, rejeitando modelos de associação. Subordinou que tudo o resto não tem relevância para o país neste momento.
A Ucrânia já concluiu o trabalho preparatório, afirmou, e a abertura formal dos clusters não recomeçaria do zero. Segundo ele, o atraso atual decorre de perceções inadequadas sobre o início do processo.
Questões com Hungria e outras potências
Kachka reiterou que a Hungria não deve prolongar o veto, defendendo que a relação com Budapeste é estável e que a Ucrânia respeita a comunidade húngara. A Kiev quer avançar com negociações sobre direitos de minorias, mantendo diálogo permanente com a Hungria.
Sobre a Polónia, o vice-primeiro-ministro indicou que Varsóvia tem preocupações no setor agrícola. A Ucrânia está a dialogar com diversas capitais para encontrar soluções sem bloquear a abertura dos clusters, embora reconheça que o tema polaco seja sensível.
Entre na conversa da comunidade