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Irão afirma jurisdição sobre águas dos Emirados e Omã no mapa estreito de Ormuz

Irão reivindica controlo regulamentar sobre um troço do estreito de Ormuz que se estende pelas águas de Emirados Árabes Unidos e Omã, com avisos via Organização Marítima Internacional

Irão, guerra e o estreito de Ormuz
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  • O Irão publicou um mapa que reivindica controlo regulamentar sobre parte do estreito de Ormuz, estendendo-se pelas águas dos Emirados Árabes Unidos e de Omã, desde Kuh-e Mobarak até ao sul de Fujairah e desde a ilha de Qeshm até Umm al-Quwain.
  • Barém, Kuwait, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos enviaram à Organização Marítima Internacional uma carta conjunta a alertar navios para não cumprir as exigências da PGSA.
  • A zona exige autorização prévia da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irão (PGSA) para atravessar a área.
  • A via permanece praticamente bloqueada desde o início da guerra, em fevereiro, com impacto de sanções e bloqueio norte‑americano aos portos iranianos.
  • Responsáveis do Institute for the Study of War afirmam que o Irão continua a testar limites, expandindo a área de gestão reivindicada sobre águas dos Emirados e Omã.

O Irão divulgou um mapa que reivindica controlo regulamentar sobre parte do estreito de Ormuz, abrangendo águas de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e de Omã. A proposta foi publicada na rede X pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irão (PGSA).

A zona alegadamente sob gestão iraniana vai de Kuh-e Mobarak, no Irão, até ao sul de Fujairah, nos Emirados, a leste, e da ilha de Qeshm até Umm al-Quwain, a oeste. Navios que passem pela área requerem autorização prévia da PGSA, segundo o comunicado.

Vários estados do Golfo — Barém, Kuwait, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — enviaram uma carta conjunta à Organização Marítima Internacional a alertar companhias de navegação para não cumprir as novas exigências iranianas. A OMI distribuiu a carta.

Ainda em maio, o Irão terá iniciado um processo de pedido eletrónico para travessia do estreito pela PGSA, que começou a funcionar recentemente. A via continua, no essencial, disruptada desde o início do conflito com o Irão, em fevereiro, agravada por sanções norte‑americanas.

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) frisa que há divergências internas no Irão sobre concessões nucleares, mas concordância na formalização do controlo do estreito. O ISW aponta que o novo mapa expande zonas reivindicadas, configurando uma reivindicação sobre águas de EAU e Omã.

Na zona económica, o porto de Fujairah fica na extremidade do oleoduto que contorna o estreito. Enquanto isso, Teerão aproveita o cessar-fogo para avançar com a reconstrução de drones e mísseis, segundo fontes de serviços de informação dos EUA. O apoio de China e Rússia é mencionado, sem confirmação oficial.

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