- Putin chegou a Pequim na noite de terça-feira para uma visita de dois dias a Xi Jinping, com o objetivo de discutir cooperação económica e questões internacionais.
- A deslocação ocorre menos de uma semana após a visita de Donald Trump a Pequim e coincide com o 25.º aniversário do Tratado de Amizade sino-russo (assinado em 2001).
- A China continua a ser um parceiro comercial crucial para a Rússia; as exportações de petróleo para a China cresceram 35% no primeiro trimestre de 2026.
- O Kremlin afirmou que não há ligação entre as visitas de Trump e Putin, reiterando que a deslocação de Putin foi acordada previamente; Putin descreve as relações bilaterais como “nível verdadeiramente sem precedentes”.
- A agenda da visita inclui cooperação económica e debates sobre questões internacionais e regionais, com reunião prevista entre Putin e Xi Jinping na quarta-feira, em temas como guerras na Ucrânia e no Irão.
Vladimir Putin chegou a Pequim na noite de terça-feira para uma reunião com Xi Jinping, a decorrer durante dois dias. A visita ocorre pouco mais de uma semana após a passagem de Donald Trump pela capital chinesa.
No aeroporto, Putin foi recebido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, com guarda de honra e uma comitiva de jovens com bandeiras. A receção também contou com entoado de saudações tradicionais pelo público presente.
O Kremlin confirmou que a discussão vai abranger cooperação económica e temas internacionais e regionais. A deslocação coincide com o 25º aniversário do Tratado de Amizade sino-russo, assinado em 2001.
Reforço das ligações comerciais
A China é hoje o principal parceiro comercial da Rússia, especialmente desde a invasão da Ucrânia em 2022. Pequim mantém uma postura neutra, ampliando trocas com Moscovo face às sanções ocidentais.
Entre os dados partilhados, Yuri Ushakov destacou um aumento de 35% nas exportações russas de petróleo para a China no primeiro trimestre de 2026, com a Rússia a posicionar-se como grande fornecedor de gás.
Putin, em mensagem gravada antes da chegada, afirmou que as relações com a China atingiram um nível sem precedentes, sublinhando a importância global dessa parceria. A China tem reiterado apoio estratégico aos laços bilaterais.
Agenda da cimeira e áreas de interesse
Segundo o Kremlin, a reunião visa também esclarecer posições sobre negociações com os Estados Unidos, sem que haja ligação entre as visitas de Trump e Putin. Espera-se uma análise comum de questões como o Irão, a Ucrânia e a situação energética regional.
Espera-se ainda que Putin reúna-se com Xi na quarta-feira para abordar guerras e perturbações no sector energético, refletindo uma cooperação mais estreita em áreas estratégicas entre os dois países.
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