O governo dos Estados Unidos formalizou a acusação de homicídio contra Raúl Castro, ex-Presidente cubano, envolvendo, segundo a acusação, a aberturas de 1996 que resultaram na destruição de duas aeronaves transportando exilados cubanos. A notícia foi anunciada na quarta-feira, 20 de maio, pela Reuters.
O paradeiro de Raúl Castro permanece incerto. O ex-líder, que hoje tem 94 anos, foi visto no início de maio em Cuba, e não há indícios de uma saída do país ou de uma extradição organizada pelo Governo cubano. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba ainda não comentou a acusação.
Raúl Castro foi ministro da Defesa na época dos factos e, posteriormente, sucedeu o irmão Fidel na presidência, cargo que ocupou até 2018. Em 2021 afastou-se da vida política ativa, ao deixar a liderança do Partido Comunista.
Contexto internacional e reação
Os Estados Unidos têm defendido uma mudança de regime em Cuba, alinhando-se a viewpoints de pressão econômica e política. Na semana passada, o diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Cuba e reuniu-se com figuras políticas locais, incluindo “Raulito”, neto de Raúl Castro, para discutir condições económicas condicionadas a reformas estruturais.
A visita e as declarações da CIA foram interpretadas como sinalizações de aproximação condicionada a mudanças internas em Cuba. Não há confirmação de medidas de cooperação ou de consequências imediatas para o regime cubano.
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