- Xi Jinping recebeu Vladimir Putin em Pequim, na manhã de quarta-feira, para discutir a situação em vários conflitos mundiais e reforçar a cooperação sino-russa.
- Xi alertou para uma hegemonia unilateral e afirmou que China e Rússia devem promover uma ordem mundial mais justa, com visão estratégica de longo prazo.
- Sobre o Médio Oriente, Xi apresentou uma proposta em quatro pontos para manter a paz, desescalar o conflito e promover cooperação, já apresentada anteriormente.
- O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov, disse que Moscovo está pronto para apoiar conversações entre os Estados Unidos e o Irão e ajudar na resolução do conflito.
- O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse esperar que Xi convença Putin a pôr fim à guerra na Ucrânia, mantendo-se a leitura de que as relações sino-russas não deverão mudar fundamentalmente.
A visita do presidente russo Vladimir Putin a Pequim, na manhã desta quarta-feira, reuniu-se com o chefe de Estado chinês, Xi Jinping, para abordar o atual estado de crises globais e as perspetivas de cooperação entre as duas potências. O encontro aconteceu em Pequim, no início de manhã, num contexto de tensão internacional crescente.
Putin elogiou a parceria com a China, apresentando a relação como uma amizade estratégica. Xi Jinping reiterou a importância de uma cooperação estreita, sublinhando a necessidade de conter uma hegemonia unilateral que, segundo o líder chinês, se espalha pelo mundo.
Xi afirmou que China e Rússia devem promover uma ordem mundial mais justa, destacando o papel conjunto no Conselho de Segurança da ONU e a responsabilidade de buscar um sistema internacional mais equitativo por meio de uma visão estratégica de longo prazo.
Médio Oriente: ponto crítico
Durante o encontro, Xi descreveu o Médio Oriente como num momento crítico, defendendo o fim imediato dos combates e a passagem de conflitos para caminhos de paz. A proposta de Xi aponta para quatro pilares de cooperação.
A proposta de quatro pontos visa reforçar consenso, desescalar tensões e promover a cooperação em desenvolvimento e segurança, com base na soberania nacional e no primado do direito internacional, segundo a agência Xinhua.
O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros indicou que Moscovo está disposto a apoiar negociações entre os EUA e o Irão, oferecendo ajuda para facilitar um entendimento entre as partes envolvidas.
Antes da deslocação de Putin, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Aragchi, realizou uma visita à China, num movimento diplomático de preparação para as negociações regionais.
Relações Rússia-China e Ucrânia
O chanceler alemão Friedrich Merz comentou a visita e afirmou esperar que Xi incentive Putin a pôr fim à guerra na Ucrânia, que não está a ser vencida. Merz realçou a vigilância europeia sobre o encontro.
As observações de Merz foram feitas à imprensa, depois de acompanhar declarações de encontros anteriores entre Xi e o então presidente norte-americano. Não foram anunciadas mudanças rápidas nas relações estratégicas entre Moscovo e Pequim, segundo o comentário.
A capital chinesa continua a posicionar-se como palco de negociações, com Washington e outras capitais sob escrutínio enquanto se aguardam desdobramentos sobre o conflito ucraniano e questões regionais no Médio Oriente.
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