O Estreito de Ormuz permanece fechado para grande parte do tráfego internacional, com milhares de marinheiros retidos a bordo de navios de carga no Golfo. A situação surge num contexto de escalada entre EUA e Irão e tem impacto direto no comércio mundial de petróleo e gás.
Cerca de 20.000 marinheiros e pessoal do mar encontram-se impossibilitados de atravessar o Estreito de Ormuz, em centenas de navios, incluindo petroleiros e cargueiros, de acordo com dados recentes. A travessia é fundamental, já que habitualmente cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito mundial transita por aquela rota.
Na semana de 13 a 19 de abril, apenas cerca de 80 navios passaram pelo estreito, face a mais de 130 passagens diárias antes do conflito. A redução revela o peso das tensões regionais na navegação e no fluxo de hidrocarbonetos. Dezenas de navios foram atacados desde o início da guerra.
Ocasionalmente, o Irão afirma ter aberto o estreito a navios não hostis, mas a maioria continua retida. Em resposta, Teerã anunciou ter apreendido dois barcos. O pelotão de ações dos Estados Unidos manteve o bloqueio aos portos iranianos, apesar de prolongar o cessar-fogo indefinidamente.
A Organização Marítima Internacional e outras entidades pedem a criação de um corredor seguro para navios comerciais, visando reduzir os riscos no estreito. OGI reiterou que, embora o Irã declare abertura, o tráfego permanece inseguro devido ao risco de minas e ataques.
O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, afirmou que não existe trânsito seguro em qualquer parte do Estreito de Ormuz, reflectindo o estado de alerta entre armadores e tripulações. Viagens e operações de transporte de energia seguem suspensas ou limitadas pela insegurança.
Ao longo dos últimos anos, várias crises provocaram retenção de marítimos no mar, incluindo a pandemia de COVID-19, a invasão da Ucrânia pela Rússia e ataques de rebeldes Houthis no Mar Vermelho. A atual situação adiciona incerteza ao abastecimento global.
Entre na conversa da comunidade