- O fluxo de petróleo russo para a Eslováquia, via o oleoduto Druzhba que atravessa a Ucrânia, foi retomado, anunciou a ministra da Economia eslovaca, Denisa Saková.
- A Eslováquia e a Hungria vêm mantendo uma tensão com a Ucrânia desde janeiro, quando as entregas foram interrompidas.
- Os dois países acusaram a Ucrânia de não reparar um gasoduto danificado, mantendo a dependência energética da Rússia.
- A Hungria bloqueou um empréstimo da União Europeia de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e a Eslováquia não apoiou novas sanções à Rússia até à retomada do petróleo.
- Na reunião de embaixadores, a Hungria e a Eslováquia deixaram cair o veto a esse crédito e ao 20º pacote de sanções, após o restabelecimento do fornecimento pelo Druzhba, previsto nas próximas horas.
O fluxo de petróleo russo para a Eslováquia, via o oleoduto Druzhba que atravessa a Ucrânia, foi retomado, informou nesta quinta-feira a ministra da Economia eslovaca, Denisa Saková. A medida ocorre após interrupções em janeiro e ocorre numa conjuntura de tensão entre Eslováquia, Hungria e a Ucrânia. O restabelecimento foi anunciado como uma evolução operacional, com implicações para o fornecimento energético do país.
Eslováquia e Hungria continuam entre os poucos membros da UE com dependência energética direta da Rússia. As autoridades acusaram a Ucrânia de não reparar um gasoduto danificado, alimentando o atrito entre os países vizinhos. A Hungria, sob o governo de Viktor Orbán, também bloqueou um empréstimo da UE de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, enquanto a Eslováquia resistiu a novas sanções até haver restituição do petróleo.
Na quarta-feira, Hungria e Eslováquia retiraram o veto ao empréstimo e ao 20º pacote de sanções à Rússia, abrindo espaço para que a UE avançasse com as medidas. Fontes europeias indicaram à Lusa que os representantes dos dois países sinalizaram que deixariam de bloquear os passos finais, uma vez que o fornecimento de petróleo via Druzhba seria restabelecido nas próximas horas.
Restabelecimento do fluxo
A retomada do abastecimento ocorreu com o objetivo de normalizar as entregas de petróleo pela rede Druzhba, que atravessa a Ucrânia. A situação também reflete a insistência de Bratislava e Budapeste em manter opções energéticas vinculadas à Rússia, em contexto de sanções e pressões políticas na região.
Fontes oficiais reiteraram que o restabelecimento não implica, por si, uma alteração imediata na posição dos dois países quanto a sanções à Rússia. A UE mantém o foco na coordenação de medidas restritivas e no apoio à Ucrânia, enquanto monitora o desfecho logístico das exportações.
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