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Ministros da UE recusam suspender acordo com Israel por crimes de guerra

Ministros da UE rejeitam suspensão do Acordo UE-Israel por crimes de guerra; persiste a divisão no bloco e debate sobre direitos aduaneiros aos colonatos

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  • Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE rejeitaram apelos para suspender o Acordo de Associação UE-Israel, devido a alegados crimes de guerra.
  • A proposta de Espanha, Irlanda e Eslovénia para suspender o acordo não conseguiu consenso entre os 27, evidenciando divisões no bloco sobre o Médio Oriente.
  • A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que há novas discussões em curso, incluindo uma proposta de França e Suécia para impor direitos aduaneiros sobre mercadorias dos colonatos israelitas nos territórios palestinianos ocupados.
  • Kallas destacou que não houve apoio suficiente para uma suspensão total ou parcial do acordo, sendo necessária unanimidade para uma suspensão total e maioria qualificada para a parcial.
  • Vários países, incluindo a Alemanha, criticaram a continuação da campanha militar de Israel, enquanto a UE permanece entre os maiores apoiantes dos palestinianos. A proposta dos países sueco e francês será remetida ao Comissário Maroš Šefčovič para avaliação.

O Conselho da UE discutiu, em Luxemburgo, a proposta de suspender o Acordo de Associação UE-Israel devido a alegados crimes de guerra no Líbano e na Palestina. A iniciativa partiu de Espanha, Irlanda e Eslovénia, mas não obteve apoio suficiente entre os ministros dos Negócios Estrangeiros.

Os ministros analisaram a possibilidade de imagens comerciais diferenciar mercadorias produzidas em colonatos israelitas nos territórios ocupados, avançando para uma ação que exigiria consenso ou, no mínimo, apoio suficiente para uma suspensão qualificada. A forma mais contundente implicaria unanimidade entre os 27 Estados-membros.

Proposta em estudo e posições na UE

A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, sinalizou que as discussões vão continuar e enfatizou que a situação em Gaza e na Cisjordânia não pode ser ignorada. A Comissão Europeia deverá receber a proposta, que envolve potenciais direitos aduaneiros sobre certos produtos provenientes dos colonatos, para avaliação.

Várias capitais, incluindo Berlim e Roma, criticaram a continuidade da ação militar de Israel e alguns desenvolvimentos no Knesset. O chanceler alemão manifestou preocupação com os acontecimentos nos territórios palestinianos e descreveu como inadequada qualquer anexação parcial da Cisjordânia.

Kallas afirmou que não houve consenso suficiente entre os Estados-membros para sustentar uma suspensão total ou parcial do Acordo. A ideia de aplicar dois critérios de avaliação foi recebida com ceticismo por parte de alguns governos.

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