- O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, disse que Portugal será parceiro do Brasil para o seu alargar da presença na economia europeia com a entrada provisória do acordo UE-Mercosul a 1 de maio.
- Montenegro falou ao lado do presidente brasileiro, Lula da Silva, após um encontro de cerca de uma hora na residência oficial do chefe do governo.
- O acordo UE-Mercosul, assinado a 17 de janeiro, visa eliminar ou reduzir tarifas entre os dois blocos e entra provisoriamente em vigor a 1 de maio.
- O pleno vigor depende da aprovação pelo Parlamento Europeu, que enviou o processo para o Tribunal de Justiça da União Europeia para verificação da conformidade com a legislação comunitária, mantendo-se a discussão paralisada.
- Montenegro reforçou que Portugal foi defensor do acordo e que o Brasil pode projetar-se de forma mais objetiva na economia europeia, com Portugal a atuar como motor de relações económicas entre empresas portuguesas e o Brasil.
O primeiro-ministro Luís Montenegro reuniu-se com o Presidente do Brasil, Lula da Silva, na residência oficial em Lisboa, num encontro de cerca de uma hora. O foco foi o aprofundamento da presença brasileira na economia europeia, com o acordo UE-Mercosul a entrar em vigor provisoriamente em maio.
Montenegro afirmou que Portugal é defensor ativo do acordo e que o Brasil foi decisivo para a sua viabilização após mais de duas décadas de negociações. O objetivo é aprofundar a implementação, mesmo que de forma provisória neste momento.
O primeiro-ministro destacou que Portugal será um parceiro no caminho de maior integração económica entre o Brasil e a União Europeia, ao mesmo tempo que incentivará o contacto entre empresas portuguesas e projetos de cooperação económica no bloco europeu.
Contexto do acordo UE-Mercosul
O acordo comercial entre a UE e os países do Mercosul entra em vigor provisoriamente a 1 de maio. A conclusão plena depende da aprovação do Parlamento Europeu, que em janeiro remitiu o texto para o Tribunal de Justiça da UE para verificar conformidade jurídica.
Assinado a 17 de janeiro, após mais de 20 anos de negociações, o acordo visa reduzir tarifas entre os dois blocos e inclui ainda uma parceria política sujeita à ratificação pelos Estados-membros. O Mercosul reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com sede em Montevidéu.
O que está previsto para além do comércio inclui cooperação em áreas de desenvolvimento económico e de contacto entre empresas europeias e entidades brasileiras, fortalecendo a presença de Portugal e de empresas portuguesas no Brasil.
Entre na conversa da comunidade