- A Suíça vai ser chamada a referendo sobre a sua política de exportação de armamento, após mais de 75.000 assinaturas contra a flexibilização das regras.
- A iniciativa foi promovida por uma aliança de partidos de centro e esquerda, acompanhada por várias organizações não governamentais, e ultrapassou o limiar de 50.000 assinaturas para a consulta popular.
- O referendo contesta uma decisão tomada em dezembro pelo parlamento suíço, que criou exceções ao princípio de neutralidade, permitindo vendas a países envolvidos em conflitos.
- A nova legislação autoriza a venda de armamento a 17 países da União Europeia e a outros como os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Nova Zelândia e Argentina, por regimes de exportação considerados equivalentes.
- O debate acompanha a discussão sobre eventual apoio militar à Ucrânia; o país não está incluído entre os destinos abrangidos pelas novas regras, e a Suíça rejeitou reexportar armamento para a Ucrânia sob o pretexto de neutralidade.
A Suíça será palco de um referendo sobre a política de exportação de armamento. A iniciativa chega após a entrega de mais de 75.000 assinaturas contra a flexibilização das regras de venda para países em conflitos. A notícia foi veiculada pela agência EFE, que cita a RTS.
A mobilização é liderada por uma aliança de partidos de centro e esquerda, com várias organizações não governamentais, sendo que o limite mínimo de assinaturas para abrir o referendo foi ultrapassado. A consulta deve permitir saber a opinião popular sobre o tema.
O objetivo é contestar uma decisão tomada em dezembro pelo parlamento suíço, que criou exceções ao princípio de neutralidade. A nova legislação autoriza vendas de armas a 17 países da União Europeia e a nações como EUA, Canadá, Austrália, Japão, Nova Zelândia e Argentina.
A motivação do debate decorre de discussões sobre apoio militar à Ucrânia diante da invasão russa. Kiev não foi incluída entre os países abrangidos pelas novas regras, segundo as informações recebidas pela imprensa.
Desde o início do conflito, a Suíça tem impedido reexportações de material de guerra suíço para a Ucrânia, citando a neutralidade como razão. A mudança legal, porém, abre espaço para vendas a outros parceiros considerados com regimes de exportação equivalentes.
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