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Lula diz a Sánchez que entende o não à guerra

Lula afirma entender o "não à guerra" durante a cimeira Espanha-Brasil em Barcelona, com reforço do diálogo multilateral e da cooperação entre Europa e América Latina

Pedro Sánchez (à direita), presidente do Governo espanhol, e Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, cumprimentam-se em Barcelona, Espanha, na sexta-feira, 17 de abril de 2026.
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  • Pedro Sánchez e Luiz Inácio Lula da Silva participaram, em Barcelona, no Palácio de Pedralbes, na primeira cimeira bilateral entre Espanha e Brasil, com várias delegações e mais de uma dezena de acordos assinados.
  • Entre os acordos assinados constam um Memorando de Entendimento sobre economia social e solidária, além de documentos de cooperação consular, ciência, tecnologia e inovação, igualdade de género e erradicação da violência contra as mulheres, minerais críticos e cooperação cultural.
  • Durante a conferência de imprensa, Sánchez defendeu cooperação, abertura e prosperidade partilhada, sublinhando uma visão comum de defesa da democracia, do direito internacional e dos direitos humanos.
  • Lula reiterou o compromisso com o multilateralismo e disse que compreende o recado de não à guerra, reconhecendo a importância de reforçar a paz e o diálogo internacional.
  • A cimeira resulta de uma conversa telefónica anterior entre ambos os chefes de governo, na sequência de ataques internacionais, e visa reforçar o diálogo e a coordenação entre os seus governos.

A cimeira bilateral entre Espanha e Brasil decorreu em Barcelona, no Palácio de Pedralbes, com a participação de Pedro Sánchez e Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro reuniu delegações de ambos os governos e decorreu na manhã de sexta-feira. Mais de uma dezena de ministros de cada país estiveram presentes, assinando um conjunto de acordos.

Os líderes caracterizaram a reunião como marco nas relações bilaterais, destacando a cooperação em áreas como economia social e solidária, cooperação consular, ciência, tecnologia e inovação, igualdade de género, erradicação da violência contra as mulheres, minerais críticos e cooperação cultural. As negociações seguiram a linha do multilateralismo.

Reforço do multilateralismo e diálogo regional

Durante a segunda parte da agenda, Sánchez sublinhou a importância de Espanha e Brasil atuarem como parceiros do diálogo, enfatizando a necessidade de reforçar alianças entre Europa e América Latina para enfrentar desafios globais. O governante espanhol também mencionou que a paz e os valores democráticos estão sob ameaça de correntes autoritárias.

Mensagem de não à guerra

Lula reiterou o compromisso com a paz e com o diálogo internacional, afirmando que compreende a posição de não à guerra expressa por Sánchez. O Presidente brasileiro lembrou o impacto histórico da guerra na Espanha e alertou para conflitos contínuos no mundo, bem como para a corrida armamentista e para dilemas éticos gerados pela tecnologia, incluindo a inteligência artificial.

Origem e contexto

A cimeira teve origem numa conversa telefónica entre Sánchez e Lula, realizada há cerca de um mês, após ataques de Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Em tal contacto, os dois líderes acordaram reforçar o diálogo e a coordenação entre os seus governos.

Detalhes logísticos e resultados

O encontro no Palácio de Pedralbes reuniu as delegações com a participação de ministros de ambos os lados, que aprovaram e assinaram mais de uma dezena de acordos. Entre os textos assinados constam um Memorando de Entendimento sobre economia social e solidária e documentação na área de cooperação consular, ciência, género, erradicação da violência contra as mulheres e cooperação cultural. Não foram divulgados detalhes financeiros dos acordos.

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