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Irão é responsabilizado pelo fecho do Estreito de Ormuz, diz líder do GCC

O Irão é apontado pelo secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo como responsável pelo fecho do Estreito de Ormuz, com impacto no comércio

Euronews
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  • O Irão é responsabilizado pelo encerramento do Estreito de Ormuz pelo secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, Jasem Mohamed AlBudaiwi, que pediu consequências para as suas ações.
  • O estreito ficou perturbado após ataques norte-americano-israelitas no final de fevereiro; o Irão falou em cobrar portagens pela passagem, em conjunto com Omã, e exigir coordenação com as forças iranianas.
  • O CCG defende que o diálogo é a única solução e que o Irão deve cumprir condições para as negociações, mantendo relação com os Estados Unidos.
  • Paralelamente, Israel tem efetuado ataques contra o Hezbollah no Líbano; negociações diretas de paz entre Israel e Líbano foram retomadas a 14 de abril.
  • Economicamente, o CCG enfrenta impactos no comércio pelo Estreito; o Fundo Monetário Internacional reviu para baixo a previsão de crescimento do bloco para 2,6% em 2024.

O Irão é apontado como responsável pelo fecho do Estreito de Ormuz, segundo Jasem Mohamed AlBudaiwi, secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Em entrevista à Euronews, o dirigente afirmou que o Irão transformou a passagem num instrumento geopolítico e deve responder pelas consequências. O CCG critica ainda ataques contra os seus membros e perturbação do comércio na rota marítima vital.

AlBudaiwi afirmou que ninguém devia ter de enfrentar a pressão resultante destas ações: o Irão iniciou o uso do Estreito desta forma e tem de assumir a responsabilidade pelas consequências. A entrevista foi ao programa 12 Minutes With, da Euronews.

Desde o início das ações, o Irão lançou ataques a navios com lanchas, mísseis, drones e minas, procurando dissuadir a passagem no estreito. O cessar-fogo de duas semanas entre EUA, Israel e Irão, acordado a 8 de abril, previa a retoma da navegação, mas houve entraves com a cobrança de taxas pela passagem.

Mudança de tema: cobrança de portagens e coordenação

O Irão anunciou que, ao abrigo do acordo, iria cobrar tarifas às embarcações que atravessem o Estreito, em conjunto com Omã, com a navegação a depender da coordenação com as forças armadas iranianas. Os EUA responderam com propostas de portagens similares e chamaram países europeus a aderir.

A administração Trump passou a bloquear portos iranianos para pressionar Teerão a reabrir o Estreito e retornar às negociações, num cenário que decorre no Paquistão. O CCG defende que o diálogo é a única via para resolver a crise, desde que o Irão cumpra condições específicas.

AlBudaiwi sublinhou a necessidade de que o Irão cumpra exigências para que as negociações avancem, defendendo o recurso à negociação e ao diálogo como caminho para reduzir a escalada regional. O secretário-geral apelou à cooperação entre os membros do CCG e outros intervenientes para estabilizar a região.

Negociações entre Israel e Líbano

Paralelamente às questões com o Irão, Israel tem realizado ataques contra o Hezbollah, no sul do Líbano, pressionando o cessar-fogo apoiado pela mediação paquistanesa. Teerão considerou essas ações uma violação do acordo mediado por Paquistão, que também envolve o Líbano.

As negociações diretas de paz entre Israel e o Líbano foram retomadas a 14 de abril e deverão continuar nestes dias, a um nível mais elevado. AlBudaiwi expressou o desejo de que não haja pressão sobre o povo libanês, destacando a importância de um acordo que beneficie todas as partes.

O Hezbollah revelou resistência às negociações, mantendo a posição de não ficar vinculado aos resultados. O CCG, por seu lado, vê um governo libanês empenhado em recuperar o país e desarmar o grupo.

Recuperação económica do GCC

O GCC, formado por Barém, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, depende do Estreito de Ormuz para exportar petróleo, gás, fertilizantes e hélio. O FMI reviu em baixa as previsões de crescimento do bloco para 2024, citando perturbações no comércio e impactos dos ataques iranianos.

AlBudaiwi reafirmou que os países do GCC estão preparados para enfrentar as consequências, com a cooperação entre os membros a favorecer respostas profissionais que permitam superar o revés. O secretário-geral destacou que a colaboração entre os Estados Unidos e o GCC continua a ser uma parceria estratégica.

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