- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra no Irão está muito perto do fim e indicou a possibilidade de uma segunda ronda de conversações nos próximos dois dias, em Islamabad.
- Mediadores consideram que se aproxima a extensão do cessar-fogo entre Washington e Teerão; o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse ser altamente provável a retomação das negociações.
- O Paquistão, através do seu ministro das Finanças, disse que a liderança não está a desistir de ajudar os EUA e o Irão a encerrar a guerra.
- Israel mantém a campanha militar contra o Hezbollah no Líbano, com ataques no sul do país, mesmo após as conversas diretas entre Israel e o Líbano, em Washington, terem sido consideradas produtivas.
- Apesar do cessar-fogo frágil, Teerão continua a ameaçar em resposta ao bloqueio de portos iranianos e ao endurecimento de posições na região; o preço do petróleo reagiu com queda.
Donald Trump afirmou que a guerra com o Irão está muito perto do fim, numa altura em que mediadores apontam para uma possível renovação do cessar-fogo nos próximos dias. O presidente falou à Fox Business News sobre o timing do conflito.
Segundo o chefe de Estado norte-americano, a decisão de terminar agora prolongaria a reconstrução do Irão por duas décadas, sugerindo que o país pode desejar chegar a um acordo. Acrescentou que a evolução depende do que acontecer a seguir.
Trump mencionou ainda a possibilidade de uma segunda ronda de negociações, admitida para os próximos dois dias, com local a ser Islamabad, conforme afirmou ao New York Post. António Guterres também indicou que é provável a retoma das conversações.
Avanços e perspetivas internacionais
O secretário-geral da ONU referiu, numa reunião com o vice-primeiro-ministro paquistanês, que é altamente provável a retomada do diálogo entre Washington e Teerão. O Paquistão reiterou que a liderança não está a desistir de facilitar o processo.
Paralelamente, o cessar-fogo permanece instável, já que o bloqueio de portos iranianos continua a afetar o fornecimento de combustível e a economia regional. Responsáveis diplomáticos dizem que ainda existem obstáculos a superar, nomeadamente o programa nuclear, o Estreito de Ormuz e a compensação por danos de conflito.
Contexto regional
Enquanto o Irão mantém o controlo sobre o Estreito de Ormuz, as consequências para os mercados mundiais permanecem sensíveis. O preço do petróleo recuou recentemente, refletindo a expectativa de una possível resolução do conflito.
No terreno, Israel prossegue com ataques aéreos e operações terrestres contra o Hezbollah, no Líbano, grupo apoiado pelo Irão. A Agência Nacional de Notícias do Líbano reportou vários ataques no sul do país, num período de tensões contínuas.
Conferência entre Israel e o Líbano em Washington, sobre paz direta, foi apresentada pelo Departamento de Estado como produtiva, com foco na abertura de negociações diretas entre as partes. O Hezbollah declarou que não se vinculava aos resultados dessas conversas e não deporia as suas armas.
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